No próximo domingo (22) acontecerá a cerimônia principal de premiação do 71º Primetime Creative Arts Emmy Awards. O Emmy, para os íntimos, premia os melhores programas de televisão dos Estados Unidos, e na edição deste ano, estão concorrendo os melhores programas (na visão da Academia de Artes e Ciências da Televisão) que foram exibidos entre 1º de junho de 2018 até 31 de maio de 2019.

Para celebrar essa premiação, a InfoGeek preparou um especial do Emmy para cada programa que recebeu destaque nas  principais categorias de atuação, direção e roteiro. Aqui nessa matéria, você vai conhecer a sinopse da série, uma breve crítica nossa, e por que ela deve receber a estatueta ou não.

Veja nossas apostas para This Is Us:

Sinopse


This Is Us conta a história de pessoas que fazem aniversário no mesmo dia. Basicamente é somente isso que você deve saber antes de assistir a série. Mas como nossas matérias especiais do Emmy são recheadas de spoilers, vamos jogar a real premissa da série. A trama de This Is Us aborda uma família em várias linhas temporais, desde a juventude de Rebecca (Mandy Moore) e Jack Pearson (Milo Ventimiglia), o nascimento de seus filhos e outras três linhas temporais que perpassam passado, presente e futuro: o crescimento das crianças, a fase adolescente e a vida adulta.

Ao longo dos episódios, emergimos nessas linhas temporais de maneira alternada, hora no passado, no presente, e até mesmo no futuro. Temos Randall Pearson (Sterling K. Brown) lidando com questões de identidade e racismo que são levantadas na trama; Kate Pearson (Chrissy Metz) na busca por aceitação e autoestima; e Kevin Pearson (Justin Hartley) imerso em vícios e frustrações. E com isso, a série soma diversos assuntos delicados e necessários na construção do seu roteiro.

Crítica


Mais uma vez pegamos os lencinhos para uma nova temporada de This Is Us, uma das séries mais dramáticas e emocionantes que a televisão americana já nos proporcionou. Só que como toda série que faz sucesso já na primeira temporada, o desafio de manter o mesmo nível para os próximos anos fica cada vez mais difícil. Como This Is Us se apoia em um storytelling profundo e bastante condizente com a realidade, esse desafio se torna ainda maior. A série não precisa apelar para situações chocantes e forçadas: ela ganha sua notoriedade e aclamação justamente por fazer o oposto, mantendo uma linha de narrativa simples mas que comove o espectador por conta da identificação que provoca.

Embora carregue duas primeiras temporadas impecáveis, This Is Us não perdeu a mão em seu terceiro ano. Muitas críticas foram feitas sobre a terceira temporada ter perdido um pouco da qualidade - o que não é verdade. Tivemos um maior amadurecimento de Kevin (e um novo relacionamento, que trouxe descobertas para o personagem); o tão desejado filho para Kate; a aproximação e desenvolvimento de Randall com a nova filha, Deja; e, o ponto central da trama, que foi o arco revelando o que de fato aconteceu na guerra do Vietnã com Jack e seu irmão Nick.

O que This Is Us conseguiu fazer nessa temporada mais recente foi fisgar o espectador e fazê-lo querer correr para o próximo episódio. As cenas de fast forward foram minuciosamente arquitetadas para abrir uma nova trama para a quarta temporada e, claro, abrir também uma cratera de dúvidas na mente do espectador, enquanto vai entregando aos poucos respostas surpreendentes e bastante chocantes. Foi dilacerante descobrir o acidente envolvendo Nick e o garoto vietnamita; foi agoniante ficar na dúvida se Beth e Randall se divorciariam; e foi muito intrigante descobrir que Rebecca era a tão famosa “her”.

This Is Us deve ganhar o Emmy?


É muito bom ver o reconhecimento que This Is Us recebe nas premiações. Embora não seja uma série líder de indicações e tampouco de vitórias, tem um espaço cada vez maior entre os indicados. Em 2017, Sterling K. Brown recebeu o Emmy de melhor ator em série dramática - venceu Milo Ventimiglia, e se tornou o primeiro ator negro a vencer o prêmio em 19 anos! Vale ressaltar que naquele ano, Chrissy Metz foi indicada na categoria de melhor atriz coadjuvante, mas não levou o prêmio, e Gerald McRaney levou a estatueta de melhor ator convidado em série de drama.

Neste ano, temos Sterling e Milo novamente na disputa para melhor ator. Está uma categoria bastante equilibrada, sem um nome que se sobressaia muito. Dessa vez, Milo tem mais chances de ganhar: a terceira temporada o favoreceu muito. Mandy Moore finalmente teve o reconhecimento que merece - ela está sendo indicada como melhor atriz. No entanto, a concorrência está pesadíssima: temos Sandra Oh (que ganhou ano passado) e Jodie Comer como grandes favoritas, embora os votos da Academia para Killing Eve fiquem divididos. Mandy tem chance? Tem. Mas pouca.

Menção honrosa a Chris Sullivan (Toby), que foi indicado como melhor ator coadjuvante pela primeira vez, mas as chances são pequenas. E, como nas vezes anteriores, This Is Us está sendo indicada como melhor série dramática. Deveria ganhar por conta de seus maravilhosos três anos já televisionados, mas a aclamada Killing Eve não vai permitir essa vitória fácil - e tampouco Game of Thrones, que levou pra casa um punhado de estatuetas nas categorias técnicas e de arte no último domingo (15). 






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