No próximo domingo (22) acontecerá a cerimônia principal de premiação do 71º Primetime Creative Arts Emmy Awards. O Emmy, para os íntimos, premia os melhores programas de televisão dos Estados Unidos, e na edição deste ano, estão concorrendo os melhores programas (na visão da Academia de Artes e Ciências da Televisão) que foram exibidos entre 1º de junho de 2018 até 31 de maio de 2019.

Para celebrar essa premiação, a InfoGeek preparou um especial do Emmy para cada programa que recebeu destaque nas principais categorias de atuação, direção e roteiro. Aqui nessa matéria, você vai conhecer a sinopse da série, uma breve crítica nossa, e por que ela deve receber a estatueta ou não.

Veja nossas apostas para a série Russian Doll.

Sinopse


A premissa não é tão original, mas dá uma certa reinventada na fórmula. A protagonista Nadia (Natasha Lyonne, uma das criadoras) está em sua festa de aniversário de 36 anos em plena Nova York e, quando deixa o seu prédio à procura de seu gato na rua, ela é atropelada. Na sequência, ela "acorda" de volta à sua festa e tudo daquela mesma noite começa a acontecer novamente.

Se você curte filmes dos anos 90 (ou só um pouco de ficção científica "moderna") pode lembrar que essa é a mesma premissa de Feitiço do Tempo, o que é uma comparação inevitável ao se falar dessa série – que, detalhe, tem começo, meio e fim.

Crítica


Mesmo com a ideia não tão original, tudo é levado a um nível mais dramático e até filosófico, sem exagerar em explicações sci fi. A série só pega no tranco pela metade quando um novo personagem é introduzido e temos uma quebra dessa rotina de Nadia voltando à sua casa, fazendo algo diferente da noite anterior, quando pensa que se safou, morre e volta. Então logo de início o ritmo é um pouco lento, mas é superado.

Um fator importante ao pensar na série é o estilo de vida de Nadia: ela é uma fumante que está sempre bêbada e não se importa com nada. Quem não suporta este esteriótipo não deve assistir à série – é, inclusive, um dos motivos de eu não gostar tanto, a cartunização desse tipo de perfil. Toda situação é lidada com ceticismo ao mesmo tempo que ela é ignorante ao procurar uma resposta concreta e entender como se livrar do loop.

Os métodos criativos de quebrar a rotina é o que acaba tornando a série divertida e às vezes engraçada, já que é fácil de o próprio espectador se pegar imaginando "mas o que eu faria no lugar dela?", então parte do entretenimento está aí, atrelado ao ponto importante que é a série ser fechada e pode até te satisfazer com o final.

Russian Doll deve ganhar o Emmy?


Devido aos outros concorrentes, é difícil a série ganhar como melhor comédia, mesmo porque de maneira crítica acho que está longe disso – não é nem a melhor da própria Netflix, quanto mais se compararmos aos outros serviços/canais. 

Há certo desafio ao atuar como uma protagonista tão caricata como Nadia, mas creio que o esforço não seja tão contado à Natasha Lyonne. O mais perto que ela estaria de ganhar seria pela criação do roteiro, no qual concorre com Allison Silverman (também de Russian Doll). Ao mesmo tempo, a concorrência não é fácil, afinal temos Barry. Entre uma série de comédia com temas profundos e uma que explora somente o núcleo do loop de uma protagonista, pode ficar bem claro em quais nós apostamos.






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