No próximo domingo (22) acontecerá a cerimônia principal de premiação do 71º Primetime Creative Arts Emmy Awards. O Emmy, para os íntimos, premia os melhores programas de televisão dos Estados Unidos, e na edição deste ano, estão concorrendo os melhores programas (na visão da Academia de Artes e Ciências da Televisão) que foram exibidos entre 1º de junho de 2018 até 31 de maio de 2019.

Para celebrar essa premiação, a InfoGeek preparou um especial do Emmy para cada programa que recebeu destaque nas principais categorias de atuação, direção e roteiro. Aqui nessa matéria, você vai conhecer a sinopse da série, uma breve crítica nossa, e por que ela deve receber a estatueta ou não.

Veja nossas apostas para a série Fleabag.

Sinopse


A série é protagonizada por Phoebe Waller-Bridge, no papel de (adivinhe!) Fleabag, uma protagonista   viciada em sexo que se finge de mulher independente, mas na verdade esconde todas as suas inseguranças (e cicatrizes) por trás dessa "máscara". Tanto que só a conhecemos como "Fleabag", o nome em si acaba não sendo revelado – e isso é ótimo.

Curiosidade: a ideia para o programa surgiu como inspiração em um monólogo de Phoebe. Acontece que esse fator "monólogo" ainda está dentro da série, e é uma das quebras de padrão mais criativas (ao mesmo tempo que é subestimada) da TV, que é a quebra da quarta parede. Então, ao longo das diversas situações vemos como Fleabag reage e responde, logo antes de termos um comentário (90% das vezes, hilário) dela, diretamente pra nós. Isso é seguido em todos os episódios, de maneira pontual.

E sobre o que fala a série? Um trecho marcante da vida dela, sem mais nem menos. Se você quer surpresas, recomendo maratonar com o mínimo de informações sobre o plot. Sei que este resumo sem spoilers não é nem um pouco sedutor, porém, visto que a série recebeu nada menos que 6 indicações, você deve dar uma chance. Está na Amazon Prime e em menos de 5 horas você termina ambas as temporadas (a primeira de 2016 e a deste ano, que está indicada ao Emmy).

Crítica


A primeira temporada da série é incrível, no que resulta em uma excelente mistura de formas de abordar certas situações – lidando com sentimentos de culpa e luto, por exemplo. Por isso, já que foi tão bem criada, você consegue aproveitá-la como uma "massa" só, contendo começo, meio e fim. Assim que a segunda temporada foi anunciada, mesmo que empolgados com a informação, houve um "pé atrás" quase coletivo dos fãs, já que aquela história toda aparentemente não tinha como (e nem precisava) ser continuada. Felizmente, quem torceu contra estava errado.

A segunda e última temporada é genial. O que fica claro pra gente é que, mesmo crescendo na carreira e estrelando longas hollywoodianos após a primeira temporada, Phoebe Waller-Bridge transparece toda a paixão que tem por este projeto. Por mais que cada situação conte fatos casuais da vida da protagonista, o fato de você acreditar em cada palavra é o que a torna tão espetacular. Em certa cena, temos um monólogo (emprestado do modelo original da Fleabag dos palcos) que vai te deixar de queixo caído até o fim da temporada – que é curta, então tudo bem.

Logo no primeiro episódio, você é fisgado e provavelmente vai maratonar o restante da temporada – não por acaso, há três indicações diferentes para este: melhor atriz, melhor direção e melhor roteiro de série de comédia.

Fleabag deve ganhar o Emmy?


Assim como Barry, esta é uma série de comédia com temática de drama – e não uma série de drama com alívios cômicos forçados. Portanto, dá pra entender o quanto ela é bem pensada em questão de ritmo e de abordagem sobre temas mais delicados. Por isso, acho que há altas chances de vencer na categoria de Melhor Série de Comédia.

Tanto a protagonista como os relacionamentos mais próximos dela (seja um caso amoroso, sua irmã, pai ou madrasta) são criados de maneira espetacular, o que acaba sendo uma consequência de tantas indicações na categoria de comédia: melhor atriz, melhores atrizes coadjuvante (Sian Clifford como a irmã Claire e Olivia Colman como madrasta), melhor direção de comédia e melhor roteiro. Tanto roteiro como atuação e direção estão relacionados ao primeiro episódio, sendo o primeiro item citado como a segunda indicação de Phoebe este ano (depois de melhor atriz, claro).

Há mudanças de tom da Claire entre esta e a temporada anterior. Dentre todos os personagens, ela é a que mais evolui e, felizmente, cada ponto pra essa evolução é completamente palpável para quem está assistindo. O casamento entre atuações, roteiro e direção foi igualmente essencial pra servir como uma boa base pra série. Ainda assim, tirando a protagonista, creio que não seja o suficiente para vitória na visão do Emmy (mesmo que os fãs estejam na torcida).






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