No próximo domingo (22) acontecerá a cerimônia principal de premiação do 71º Primetime Creative Arts Emmy Awards. O Emmy, para os íntimos, premia os melhores programas de televisão dos Estados Unidos, e na edição deste ano, estão concorrendo os melhores programas (na visão da Academia de Artes e Ciências da Televisão) que foram exibidos entre 1º de junho de 2018 até 31 de maio de 2019.

Para celebrar essa premiação, a InfoGeek preparou um especial do Emmy para cada programa que recebeu destaque nas principais categorias de atuação, direção e roteiro. Aqui nessa matéria, você vai conhecer a sinopse da série, uma breve crítica nossa, e por que ela deve receber a estatueta ou não.

Veja nossas apostas para a série Chernobyl.

Sinopse


Uma das sinopses oficiais não faz jus à série, mas acaba resumindo bem a sinopse sem brecha pra spoilers: "em abril de 1986, uma explosão na usina nuclear de Chernobyl, na URSS, se torna uma das piores catástrofes provocadas pelo homem no mundo". Por isso, homens e mulheres se juntam ao tentar entender como contornar um desastre até então inédito.

O desespero de cada um toma conta de quem estiver assistindo, ao longo de fatos históricos que são recontados, além de conspirações, intrigas políticas e documentos oficiais. 

Crítica


É a série mais imersiva que eu já assisti na minha vida. A proposta inteira é chocar e te fazer sentir a radiação, e isso é muito bem feito – recomendo assistir com fones de ouvido, caso veja no computador. O barulho característico do Geiger Counter (o contador de radiação, som que você conhece muito bem) te assombrará ao longo de cada cena. É arrepiante.

Isso porque nem comentei a respeito dos cenários e efeitos visuais, já que isso foi comprovado pelo fato de eles levarem nada menos que SETE dos prêmios técnicos na noite do Creative Arts Awards: melhor fotografia, trilha original, edição com uma câmera, efeitos visuais em coadjuvante design de produção e edição e mixagem de som. Cada pequeno detalhe recriado, com prédios e salas refeitas com atenção, mesmo em cenas que eles comparam à vida real (no pós-créditos do último episódio), é para respeitar o total empenho à atmosfera da época.

Não só em questão técnica, mas tratando também das próprias atuações: cada elemento é extremamente convincente ao transmitir o desespero. Junto de um roteiro bem feito, até o mais leigo vai conseguir compreender (mesmo que só no tempo que estiver assistindo à série) como funciona a parte química da coisa, já que cada explicação é encaixada nas cenas de forma espetacular. Você nunca se sente "explicado", enquanto espectador, mas vê a explicação pelos olhos de ignorantes/céticos dentro da série em si, e essa acaba sendo toda a graça.

Chernobyl deve ganhar o Emmy?


O trio de atores acima (protagonista Jared Harris no meio e coadjuvantes Stellan Skarsgård e Emily Watson à esquerda e direita, respectivamente) carrega a série e, não por acaso, todos estão indicados. Em cada papel, temos níveis diferentes de compreensão a respeito de todo o ocorrido, o que ajuda a manter o ritmo dos episódios bastante interessante. 

A série também recebeu indicações como "melhor série limitada", o que é basicamente o mesmo que chamar de "minissérie", e ela com certeza deveria levar este. Sobre as demais indicações, temos outro nicho, que seria para roteiro (Craig Mazin) e direção (Johan Renck) de melhor série limitada, filme ou especial de drama. Considerando os pontos que já comentei e defendi por aqui, o poder de imersão é resultado do conjunto dos três pilares: atuação, visual e narrativa. Portanto, mesmo que seja merecido, creio que apenas deverá levar os prêmios de melhor série e o de roteiro.






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