Aconteceu ontem (17) o evento de anúncio do game Black Ops 4, da renomada série Call of Duty. Além de focar apenas no modo multiplayer (o que deixa claro que não haverá um modo campanha), fomos apresentados a novidades que vão de um novo modo estilo Battle Royale e, basicamente, uma exibição bem humorada de que eles aprenderam com o feedback negativo no último Black Ops. A conferência, que pode ser assistida na íntegra aqui, foi resumida por nós da InfoGeek a seguir.

Aprendendo com seus erros

Algumas horas após a liberação do trailer de gameplay para o principal modo multiplayer, já dá pra ver que Black Ops 4 não pretende seguir os mesmos passos de Inifinty Warfare – sendo este último, o segundo vídeo com mais dislikes da história do YouTube. Mesmo assim, não diria que é satisfatório para um primeiro vídeo oficial você ter uma taxa de dislikes em cerca de 65%. Veremos como isso seguirá no futuro.

Com frases como "este apoio nos ajudou a crescer com Black Ops de novas maneiras" por parte dos apresentadores da conferência, fica claro que eles claramente aprenderam com (alguns) erros cometidos no passado. Acrescido a isso, temos uma afirmação que pode deixar muitos fãs da série animados: "este será o nosso jogo mais 'rejogável'", referindo-se a vida útil do game com as diferentes novidades discutidas ao longo do post.


A narrativa será em um mundo entre segundo e terceiro jogos da franquia – ou, melhor dizendo, algo entre uma jogabilidade tecnológica divertida e o terror futurista incomparável do Thrust Jump. Eles inclusive fizeram questão de reafirmar esse "passo para trás" na linha evolutiva de Black Ops, dizendo que não haverá wall ride, nem Thrust Jump e o combate pode ser 100% feito no chão.

Mudança de ritmo

Também houve uma atenção especial dada a detalhes de jogabilidade, a começar pelas armas. Cada arma terá seu próprio conjunto de acessórios (attachments), diferente dos outros games, onde a delimitação era feita por classes, não por armas em individual.


De acordo com eles, o jogo também conta com o sistema de coice preditivo. Logo, será possível "fazer micro ajustes enquanto você mira e atira". Isso, em parte, parece obrigar um jogador a testar e "pegar o jeito" de cada arma, aprendendo diferentes comportamentos de maneira mais intensa que nos outros jogos – o lado de aprendizado parece funcionar tanto para o jogador como para o sistema de jogo.


Do outro lado, vemos um equilíbrio dado para o quesito cura, que não será mais automática. Haverá um botão pré-definido para ativar sua recuperação, tornando "essencial para o loop de gameplay, assim como é recarregar uma arma". Temos, então, mais um elemento tático para aperfeiçoar suas habilidades e tornar ainda mais imprevisível o resultado de uma partida.


Além disso, há a introdução de uma série de sistemas tecnológicos que te permitem ver e ouvir inimigos que englobam o chamado "situational awarness" ou "consciência situacional", como os dardos de reconhecimento do Recon e visibilidade de inimigos no minimapa com Fog of War. Porém, fica claro que são somente leves atualizações em aspectos já apresentados em jogos antigos.


Tratando do fluxo de combate, certas habilidades de diferentes personagens tornarão uma partida a nível tático bem próximo de um Rainbow Six Siege, com arame farpado e uma barricada que lembra bastante o Extendable Shield.

Na tentativa de dar um pouco mais de profundidade aos personagens (ou "specialists") jogáveis,  haverá missões solo com trials rápidos para introduzir a identidade de cada um e, basicamente, onde eles se encaixam na narrativa Black Ops.

Titanic, bots e comedores de cérebro


"Você pode fazer suas próprias escolhas e jogar o jogo da forma que quiser". Este é um resumo básico do novo sistema customizável apresentado na conferência. O primeiro dos três mapas, chamado IX, veio junto a introdução de um vídeo misterioso, sem muitos detalhes, mostrando uma espécie de arena de batalha, com um quê religioso e místico que transporta as almas dos protagonistas humanos dessa história a uma sociedade onde a brutalidade é a principal forma de entretenimento.


Haverá "mais de 100 opções customizáveis" de mutadores, que vão de velocidade dos zumbis a dano do jogador. Algo para esquentar o clima competitivo é o stamp system, um sistema de autenticidade que, por meio de um código compartilhável, indica o que foi conquistado e com quais configurações.

Assim como há no modo multiplayer comum, eles também prometeram disponibilizar conteúdos sazonais, com experiências temáticas – que, ao que podemos imaginar, não deve fugir muito de mudanças de texturas e um ou outro modo de jogo.

Por sinal, em meio ao foco de "jogar em conjunto" de todo o pacote Black Ops 4, pela primeira vez na conferência eles apresentaram uma função para players casuais (ou sozinhos, mesmo): a possibilidade de ativar bots para o modo zombies, para você "aproveitar a experiência completa" do co-op junto a inteligência artificial.


Em segundo plano, foi apresentado o mapa Voyage of Despair, uma experiência steampunk à bordo do Titanic, sem demais detalhes dados além de uma animação, bem como Blood of the Dead, recriação de Mob of the Dead, do Black Ops 2.

PC Master Race


Este será o primeiro CoD a rodar via plataforma Battle.Net da Blizzard – acompanhando Destiny 2, outro título da Activision. Por sinal, o jogo já está na pré-venda na plataforma, por R$ 199,90 na edição padrão (clique aqui para saber mais). Em vídeo, um membro da Treyarch revela que essa versão foi feita especialmente para PC, enquanto destaca a importância dos PC gamers e a parceria com a desenvolvedora Beenox.

Em um vídeo com tom épico, a equipe responsável explicou o design repaginado da interface, bem como a facilidade de voltar ao alvo devido ao coice de cada arma, algo que de acordo com eles será facilitado na versão de PC. Ainda sobre a questão visual, haverá suporte para monitores ultrawide (4K, HDR). O lançamento para PC estará disponível em 12 de outubro.

Battle Royale (ou Blackout)


"Um modo survival com as mecânicas mais refinadas do mundo", com um mapa que promete 150x maior que o clássico Nuketown, do primeiro Black Ops. Mesmo com uma ideia assim, algo que eles prometem apostar é no efeito nostalgia, revivendo "partes de mapas" icônicos destes últimos oito anos, além de armas e personagens, todos no mesmo lugar.

A grande novidade fica por conta da integração ar, terra e mar, com seus respectivos veículos, uma novidade em jogabilidade da série Call of Duty, exatamente o único ponto não explorado por eles que era um dos principais diferenciais do concorrente Battlefield. Só nos resta saber se haverá um bom equilíbrio entre a mistura dessa enorme quantidade de elementos no mesmo local.


Um último ponto importante que merece ser dado destaque é ao fato de justamente não haver tantas informações em primeira mão, tendo em mente que eles devem olhar para a resposta do público antes de bater o pé no chão e definir o número de jogadores (seja co-op ou solo) ou atributos customizáveis (e cosméticos) para esse tipo de jogo. De repente, por exemplo, uma mudança de skin pode ser apenas algo superficial ou se classes diferentes de players mudarão o gameplay em times – seja lá quantos times forem escolhidos.


Só vale ressaltar que, com os devidos ajustes, é animador deixar-se levar pela proposta de ter vários times (como em Fortnite), com certo tom de violência e ação exclusivos de um FPS como qualquer Black Ops.




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