Nos últimos dias dessa reta final, rumo a premiação mais esperada do ano, preparamos um especial com os maiores nomes desta edição do Oscar.

Todas as publicações são acompanhadas da sinopse do indicado em questão, uma breve crítica (sem spoilers!), as categorias em que a obra está indicada, sua concorrência e, por fim, nossa aposta para a vitória em cada categoria – com base em histórico de premiações dos responsáveis, filmes do mesmo gênero (de edições passadas) e a recepção do filme pela crítica internacional.

Sinopse


A adolescente Christine McPherson (Saoirse Ronan), que se autonomeou Lady Bird, aspira deixar sua cidade natal para ir à faculdade na costa leste norte-americana. As oposições de sua mãe Marion (Laurie Metcalf), que luta para sustentar a família, acabam servindo como preparação para as futuras decepções na vida de Lady Bird – passando por situações de aprendizado e amadurecimento nessa difícil fase de transições.

Crítica


Lady Bird é o puro filme construído a partir de correspondências com o público. Isso não quer dizer que não foi feito para adultos, mas a ideia de abordar um tom familiar com público jovem é algo que afeta quem passa ou já passou por essa fase.

Você é levado a acompanhar a jornada da garota em um compilado de situações clássicas de aprendizado. Muitas cenas começam no meio de um diálogo ou fazem com que você seja colocado em cenários sem dar um contexto próprio, e é aí que mora a grande sacada do longa. É algo cru, sincero, que você facilmente poderia encontrar na vida real – e dificilmente encontrará em filmes indie.

Um recorte errado feito a primeira vista do filme é classificá-lo como um romance, devido as relações que Lady passa a ter. Esse é um ponto comum em filmes cujo tema central é "o jovem protagonista", mostrando diferentes perspectivas sobre amor e seus diversos desejos. Contudo, apesar de Lady Bird ainda ser uma história de amor, trata-se de uma história sobre família: é o amor entre mãe e filha.

Indicações


São cinco indicações ao todo. Confira a lista de categorias abaixo (junto aos responsáveis por cada nomeação):
  • Melhor filme
  • Atriz (Saoirse Ronan)
  • Atriz coadjuvante (Laurie Metcalf)
  • Diretor (Greta Gerwig)
  • Roteiro original (Greta Gerwig)

Concorrentes


Na categoria de melhor filme temos o trio Lady Bird, Dunkirk e A Forma da Água como favoritos da crítica. Alguns podem questionar e colocar Três Anúncios para um Crime no topo, por surpreender em diversos aspectos, mas acreditamos que as verdadeiras potências de Três Anúncios estão no roteiro e na atuação – duas outras colisões com a "história jovem" de Lady Bird.

Outra categoria que difere dos três sucessos citados acima é pelo prêmio de atriz coadjuvante. Seguindo a guia dos Globos de Ouro (e basicamente qualquer outro prêmio que poderia ser ganho), Allison Janney é a veterana que baterá a interpretação exemplar de Laurie Metcalf.

Quanto a categoria de diretor, vimos Greta Gerwig concorrer em prêmios de relevância não tão alta como o Oscar (em sua maioria, prêmios independentes) e vencer parte destes, incluindo o de melhor diretora na Aliança de Mulheres Jornalistas. Infelizmente, temos os queridinhos da crítica – e da história das premiações norte-americanas – Christopher Nolan e Guillermo del Toro entram em indiscutível liderança.

Levará os prêmios?


Gostaríamos que sim.

Se tivermos que apostar, sabemos das pouquíssimas chances em cada uma das cinco categorias, porém, gostaríamos de vê-los subir ao palco como nos Globos de Ouro. No caso, Lady Bird venceu nas categorias de melhor filme comédia ou musical e o prêmio de melhor atriz comedia ou musical, dado a Saoirse Ronan.

Sabemos que para os dois prêmios de atuação há fortes concorrentes femininas, bem como nas categorias de roteiro original, direção e em melhor filme. Levando em conta a história do Oscar, sabemos que Lady Bird não tem o que é necessário para bater seus concorrentes. Esperamos estar errados!




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