Nos últimos dias dessa reta final, rumo a premiação mais esperada do ano, preparamos um especial com os maiores nomes desta edição do Oscar.

Todas as publicações são acompanhadas da sinopse do indicado em questão, uma breve crítica (sem spoilers!), as categorias em que a obra está indicada, sua concorrência e, por fim, nossa aposta para a vitória em cada categoria – com base em histórico de premiações dos responsáveis, filmes do mesmo gênero (de edições passadas) e a recepção do filme pela crítica internacional.

Sinopse


Dirigido por Christopher Nolan, Dunkirk conta a história da evacuação de 400 mil homens da praia  francesa de Dunkirk ao serem abordados por soldados alemães durante a Segunda Guerra Mundial. Tom Hardy, Cillian MurphyHarry Styles Mark Rylance são apenas parte do elenco  estelar, interpretando uma mescla entre heróis civis e soldados indefesos – com o objetivo comum de sobreviver a qualquer custo. A grande sacada é o fato de a fuga ser contada por diferentes perspectivas, ao intercalar cenários (ar, mar e terra) e durações (hora, dia e semana) variadas.

Crítica


A abordagem de Nolan para contar essa história de guerra teve como base a exploração do puro terror sentido na pele de soldados, ao invés de carregar o filme com instintos de sobrevivência e mortes. Assim, percebemos um contraste entre este filme e Até o Último Homem, indicado em categorias similares na edição do Oscar de 2017.

Dunkirk conquista pelo poder de imersão e angústia, alcançado ao dar profundidade a seus protagonistas – isso se não levarmos em conta as centenas de figurantes que enriquecem a tela, o que deixa tudo mais próximo do real a um nível absurdo – e a atenção a detalhes de aviões e navios, junto a quebras de silêncio absoluto e o poder de uma boa trilha sonora para arrematar.

Grande parte do público destaca a falta de simpatia com um único personagem, justamente por não haver a ideia de "um protagonista", tratando-se de uma história com protagonistas no plural – e isso é praticamente inédito em filmes do gênero, ainda mais com tamanha fidelidade. Discordo: em cada uma das três histórias, o espectador pode-se pegar torcendo pelo soldado que acabara de conhecer, sendo este o maior mérito do filme.

Indicações


Dunkirk está indicado oito vezes, nas seguintes categorias:
  • Melhor filme
  • Diretor (Christopher Nolan)
  • Fotografia (Hoyte van Hoytema)
  • Montagem (Jonathan Amos, Paul Machliss)
  • Edição de som (Alex Gibson, Richard King)
  • Mixagem de som (Mark Weingarten, Gregg Landaker, Gary A. Rizzo)
  • Design de produção (Nathan Crowley, Gary Fettis)
  • Trilha sonora (Hans Zimmer)
Curiosidade: esta é a 11ª indicação de Hans Zimmer, que nunca levou um Oscar para casa (dos 14 Globos de Ouro aos quais foi indicado, só venceu duas vezes).

Concorrentes


Mesmo sendo a primeira indicação de Christopher Nolan a melhor diretor, parece que não dessa vez que ele vai levar a estatueta. O maior concorrente de Dunkirk, tanto em questões qualitativas (beleza técnica, recepção do público) como quantitativas (maior número de indicações de mesma categoria) é A Forma da Água, que deve superá-lo em, pelo menos, quatro categorias: melhor diretor, edição de som, design de produção e trilha sonora.

Detalhe: nossa preferência para edição de som fica com Dunkirk, mas eles dificilmente vão levar.

Outro ponto forte do filme de del Toro é a fotografia que, junto de Blade Runner 2049, impressiona e cumpre um dos principais papéis no quesito imersão, pois fica fácil de acreditar que aqueles universos surreais realmente existem. Porém, nada se compara a beleza de Dunkirk, nossa aposta na categoria.

Um terceiro nome forte com nomeações similares é Em Ritmo de Fuga (Baby Driver), filme levado pela música, com a assinatura de edição rápida (mas não menos surpreendente) de Edgar Wright. Com essa proposta em mente, fica claro torcer para Baby Driver nas categorias de melhor montagem e edição de som, mas sabemos que é difícil prever a Academia, que deve premiar a equipe de Nolan.

Levará os prêmios?


Contando com a previsibilidade (e histórico de premiações para o gênero), Dunkirk deve levar:
  • Fotografia
  • Montagem
  • Edição de som.
Falando em histórico, temos que levar em consideração os méritos de outras obras de Nolan, como A Origem (que venceu em melhor fotografia, efeitos visuais, mixagem de som e edição de som) em 2011 e Interestelar (indicado em edição de som e mixagem de som) na edição de 2015.

Por sinal, o responsável pela edição de som (e atual indicado) é Richard King, que chega a sua sexta nomeação, com três vitórias já acumuladas – não por coincidência, os dois últimos por seu trabalho em Cavaleiro das Trevas e A Origem.

Bem, ao que tudo indica, o segundo maior nome desta edição do Oscar não deve decepcionar em boa parte das categorias técnicas.




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