Nos últimos dias dessa reta final, rumo a premiação mais esperada do ano, preparamos um especial com os maiores nomes desta edição do Oscar.

Todas as publicações são acompanhadas da sinopse do indicado em questão, uma breve crítica (sem spoilers!), as categorias em que a obra está indicada, sua concorrência e, por fim, nossa aposta para a vitória em cada categoria – com base em histórico de premiações dos responsáveis, filmes do mesmo gênero (de edições passadas) e a recepção do filme pela crítica internacional.

Sinopse


O político Winston Churchill (Gary Oldman) é eleito primeiro ministro durante os dias iniciais da Segunda Guerra Mundial. Com ideias controversas, ele deve enfrentar uma difícil escolha com relação a Alemanha Nazista. O ministro é colocado em situação de total pressão, e é aí que percebe que suas escolhas serão um verdadeiro marco na história.

Crítica


Impressiona saber que tudo aconteceu no período de poucas semanas. Talvez o maior impacto do filme seja esse, ao mostrar o calendário correr na tela na transição de alguns marcos da história de Churchill. Outro ponto forte é ele não teme mostrar seu lado humano, mesmo com o peso de todo o mundo em suas costas, ao decorrer de uma série de acontecimentos.

É inevitável batermos em uma polêmica tecla, mas mesmo assim eu o farei: esse é um filme arquitetado para ser indicado no Oscar. Sabe aquela fórmula de "série perfeita" que a Netflix utilizou para criar House of Cards? Creio que seja mais ou menos essa a ideia com O Destino de Uma Nação, mas ao invés de ganhar público em um serviço de streaming, tudo foi feito com foco em vencer o Oscar. Cada cena em que vemos Gary Oldman é como se fosse jogado em nosso colo a ideia apelativa de "ele é um excelente ator, veja como ele se dá bem atuando nessa situação". O filme inteiro gira em torno de uma atuação.

Compreendemos o poder de uma narrativa girar em torno do protagonista, mesmo porque essa é uma das tarefas básicas de uma boa trama, porém, isso muitas vezes cai com o peso redobrado quando sabemos que ele está fazendo de tudo para recriar trejeitos/postura/entonação de voz similar a uma figura histórica conhecida por muitos. É impossível separar ator de personagem em tais condições – por mais que ele esteja camuflado sob quilos de maquiagem.

Indicações


São seis indicações ao todo. Confira a lista de categorias abaixo (junto aos responsáveis por cada nomeação):
  • Melhor filme
  • Ator (Gary Oldman)
  • Fotografia (Bruno Delbonnel)
  • Design de produção (Sarah Greenwood, Katie Spencer)
  • Maquiagem e cabelo (Kazuhiro Tsuji, David Malinowski, Lucy Sibbick)
  • Figurino (Jacqueline Durran)

Concorrentes


Na categoria de fotografia, mesmo tendo toda a referência histórica, O Destino de Uma Nação não deve bater Dunkirk. Caso consiga, será difícil passar para o segundo candidato preferido ao prêmio, Blade Runner 2049, cujo universo sequer existe.

Falando em Blade Runner, outra categoria que o sci-fi bate O Destino de Uma Nação é design de produção. Se não, teremos a vitória de A Forma da Água sem pensar duas vezes. A Academia tem um quê de preferência por "imersão". E nessa história de "fazer crer", vale destacar que em maquiagem não devemos ter surpresas.

Diferente da vitória ridícula do ano passado – relembrando, o prêmio ficou com Esquadrão Suicida, mesmo tendo essa surreal personagem de Star Trek como concorrente –, o prêmio é quase certo de ir para as próteses de Gary Oldman, afinal, Victoria & Abdul não tem nada de tão especial e dar o prêmio para Extraordinário não faz tanto sentido tendo Churchill como concorrente.

Por fim, vale levantar o clássico argumento desta temporada dos Oscars: Daniel Day-Lewis ou Gary Oldman? Achamos que o protagonista de Trama Fantasma, que por acaso está em sua sexta nomeação ao Oscar de melhor ator (metade das vezes, vitorioso), ficou para trás dessa vez. Porém, falando sobre a Trama, é bem provável que eles vençam do filme de Churchill na categoria de figurino. Troca justa, não?

Levará os prêmios?


Sim, ambos relacionados a performance de Gary Oldman.

Não diríamos que a "maquiagem faz o ator", mas essa ideia pode ser aplicada de maneira oposta: boa maquiagem não é nada sem boa atuação. Ao deixarmos de lado qualquer contexto histórico sobre filmes de guerra, podemos traçar um paralelo entre a união de atuação e maquiagem a outro longa, também premiado por sua atuação, lançado uma década atrás: O Cavaleiro das Trevas.

Temos um terrível lunático de um lado e do outro temos o pouco querido primeiro ministro. O primeiro, não viu o prêmio chegar a suas mãos (morreu antes disso). O segundo, é nomeado pela segunda vez e esperamos que dessa vez ele finalmente vença.




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