Nos últimos dias dessa reta final, rumo a premiação mais esperada do ano, preparamos um especial com os maiores nomes desta edição do Oscar.

Todas as publicações são acompanhadas da sinopse do indicado em questão, uma breve crítica (sem spoilers!), as categorias em que a obra está indicada, sua concorrência e, por fim, nossa aposta para a vitória em cada categoria – com base em histórico de premiações dos responsáveis, filmes do mesmo gênero (de edições passadas) e a recepção do filme pela crítica internacional.

Sinopse


Um jovem motorista conhecido como Baby (Ansel Elgort) está em dívidas com seu chefe Doc (Kevin Spacey) e, por isso, pretende fazer seu último trabalho. Porém, Baby não esperava se apaixonar pela garçonete Deborah (Lily James) e unir vida pessoal a profissional antes de conseguir se livrar do seu estilo de vida pouco comum.

Junto a uma gangue de criminosos (as estrelas Jon HammEiza GonzálezJamie FoxxJon Bernthal, entre outros), o motorista utiliza a música de seus iPods como guia para escapar o mais rápido que puder.

Crítica


Em Ritmo de Fuga (ou no original, Baby Driver) é exemplo perfeito do equilíbrio entre os gêneros de ação, musical, romance, comédia e drama. O filme tem de tudo, na medida certa, sem exageros ou repetições de ideias que caiam no clichê.

De quebra, a história é contada de maneira ágil, sem perder o ritmo (perdoem o trocadilho) na transição de cenas ou mudanças de ato. Personagens são bem construídos, assim como a relação entre eles, e mesmo que você não conheça as canções da trilha sonora é difícil não se deixar levar pelos sentimentos que elas trazem, afetando diretamente o protagonista e o espectador.

Parte das críticas negativas ao filme, porém, está no puro enredo do longa: sem a necessidade de spoilers, há poucas situações realmente imprevisíveis. Mesmo assim, nos minutos finais você dá de cara desfechos que não necessariamente indicam o "final" do filme – ele poderia acabar em momentos diferentes e a história seria contada com a mesma intensidade, com o mesmo gostinho de "ufa, chegamos ao final". Deixe-se ser enganado pelas falsas conclusões e aproveite o final surpreendente!

Indicações


São três indicações ao todo. Confira a lista de categorias abaixo (junto aos responsáveis por cada nomeação):
  • Montagem (Jonathan Amos, Paul Machliss)
  • Edição de som (Julian Slater)
  • Mixagem de som (Mary H. Ellis, Julian Slater, Tim Cavagin)

Concorrentes


Não está nada fácil para Baby. Sua concorrência, sem surpresas, é o que há de melhor no audiovisual no ano de 2017. De cara, fica fácil pensar: não há espaço para "um filme musical", certo? Nas três categorias em que está indicado, vemos um forte nome para passar o rodo. Trata-se de Dunkirk.

Na categoria de montagem, modestamente gostaríamos de apostar em um empate técnico entre ambos (mesmo preferindo Em Ritmo de Fuga, claro). Em edição de som, devemos ver o longa de corrida chegar em terceiro lugar, logo atrás de A Forma da Água e o filme de Christopher Nolan. Por fim, na mixagem de som, preferimos Baby Driver – mas Dunkirk deve levar, ao que tudo indica.

Nas duas categorias de som, podemos colocar como outro forte concorrente (mas de improvável vitória), Blade Runner 2049. Em um longa sci-fi, o áudio é o componente essencial para compor a atmosfera, logo, é fácil se deparar com uma situação onde você se sente vidrado na riqueza sonora e sua relação com o visual. Pois é, não está nada fácil para Baby.

Levará os prêmios?


Torcemos para que leve pelo menos um!

Com três indicações somente em prêmios técnicos, já vale o reconhecimento do divertidíssimo longa. Gostaríamos que levassem o prêmio de montagem., mesmo crendo na preferência da Academia por Dunkirk. Um ponto curioso que pode-se levar em consideração é que trata-se da primeira indicação da dupla Paul Machliss e Jonathan Amos. Vencer logo de cara é pouco provável (os pé-frios Leonardo DiCaprio e Hans Zimmer que o digam!), mas ainda vale dar todo o crédito.

Ao guiar um filme utilizando técnicas visuais e sonoras (fazendo isso funcionar direito, claro), é colocado em risco passar o conteúdo de forma clichê. Vimos como Em Ritmo de Fuga fez isso direito, mas boa parte do público deu pouca importância. Pensando na recepção negativa dessas técnicas, conseguimos entender como o longa aborda de maneira equilibrada drama, ação, romance e muita música – logo, o que pode parecer um prato cheio para alguns, também pode ser interpretado como uma bela salada de frutas.




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