Uma das atrações mais típicas da CCXP é a Artists' Alley. É lá que você encontra uma porção diversa de artistas vendendo seus prints, sketches, artes originais etc. Afinal, toda ideia para uma história épica começa no papel. 

Para a edição deste ano, que acontece de 7 a 10 de dezembro no São Paulo Expo, já confirmaram presença: Nicola Scott (Mulher Maravilha: Renascimento), Bernard Chang (Batman Beyond), Ben Templesmith (30 Dias de Noite, Gotham à Meia-Noite), Glenn Fabry (Preacher). Conheça um pouco mais o trampo dessa galera na lista que preparamos abaixo!




Nicola Scott

Considerada uma das artistas femininas mais icônicas do mundo dos quadrinhos, Nicola carrega uma história inusitada. Nascida na Austrália, a artista é conhecida por, acima de tudo, ser fã de carteirinha da personagem que acabaria ilustrando: a Mulher Maravilha

"Cheguei em um ponto da vida que pensei 'Ok, eu sei desenhar e amo a Mulher-Maravilha. Seria muito legal se eu fosse paga para desenhar a Mulher Maravilha o dia todo, todos os dias'. Foi aí que meu interesse cresceu por quadrinhos", conta Nicola em entrevista para o canal no YouTube SBS VICELAND. Aos 30 anos de idade, a artista se mudou para os EUA com um objetivo: ser uma ilustradora de quadrinhos. Entre vagar pela San Diego Comic Con com seu portfólio e estar, de fato, desenhando sua heroína em uma página levou cerca de 4 anos e meio. 

Hoje, além de ser fã de carteirinha da personagem Nicola é uma workaholic de primeira. "Eu mal paro pra refletir sobre o que eu estou fazendo por já estar ocupada com o próximo projeto", conta.



Bernard Chang

Temos aqui outro ilustrador cujo pincel já desenhou a Mulher Maravilha, porém não com tanta frequência quanto Nicola Scott. Bernard é um ilustrador veterano que já trabalhou com outros personagens de peso, como o Super-Homem, Supergirl, X-Men e Deadpool. Sem contar que já trabalhou até como designer para a Disney. Atualmente, o artista trabalha no título Batman Beyond, para a DC.

Na lida desde 1992, o asiático-americano contou com a tutela de Bob Layton no início de sua carreira. Depois de quatro anos trabalhando na editora Valiant, o ilustrador foi chamado para trabalhar com os ícones do mundo dos quadrinhos de super-heróis citados no parágrafo anterior.

Como se não bastasse, o artista também se aventurou a trabalhar com artes para livros. Aqui, merece destaque o bestseller Everyone Loves You When You're Dead (Todos Te Amam Quando Você Está Morto, em tradução livre), de Neil Strauss e sem edição no Brasil. Bem multifacetado o rapaz.



Ben Templesmith

Também natural da Austrália, Ben traz um portfólio igualmente multifacetado. Embora seja mais conhecido por sua arte em quadrinhos de super-heróis, o ilustrador já trabalhou com capas de livros, posters e artes conceituais para filmes. Seu maior destaque está na minissérie de quadrinhos 30 Dias De Noite, que em 2007 ganhou releitura como longa metragem, e Gotham à Meia-Noite.

O artista também é reconhecido pelo New York Times pelo seu envolvimento em bestsellers. Nos quadrinhos, já recebeu prêmios como Horror Guild Awards e Eisner Award, um dos mais prestigiados desse universo. Já no cinema, Ben se envolveu na equipe criativa de blockbusters como Star Wars, G.I. Joe e Silent Hill.



Glenn Fabry

Sua carreira começou em 1985, desenhando Slaine para a 2000 AD, com o escritor Pat Mills. A partir daí, seu trabalho seguiu em Crisis, Revolver and Deadline, até que em 1991 assumiu as capas de Hellblazer. Na época, o título era escrito por Garth Ennis, que também trabalhava com a série  Preacher, da Vertigo, que em 2016 daria origem para a série de TV homônima. Mas não para por aí.

Em 2003, Glenn trabalhou com ninguém menos que Neil Gaiman em Endless Nights. Dois anos depois, o artista trabalhou com o escritor Mike Carey na adaptação dos quadrinhos Neverwhere, de Gaiman, para a TV. Atualmente, Glenn ainda possui relação com Gaiman em Deuses Americanos mas também trabalha com o diretor Duncan Jones no novo livro e filme Mute.

Glenn também já trabalhou com personagens como Batman e Deadpool. Enfim, um baita nome para uma mesa na Artists' Alley.

A boa notícia é que isso é só o começo. Em 2014, o Artists' Alley registrou 215 artistas em 125 mesas; em 2015, foram 165 mesas e 225 artistas; ano passado, foram 336 mesas e mais de 460 artistas. Acho que já deu pra perceber que a tendência é só aumentar, né? Vai ser épico!

Para saber mais acesse o portal oficial da CCXP 2017




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