Cinco pessoas moram em uma casa em reconstrução, ao mesmo tempo em que tentam reconstruir as suas próprias vidas. 20th Century Women (Mulheres do Século 20, na tradução brasileira) é o mais novo filme do diretor Mike Mills (Beginners), que foi indicado ao Oscar 2017 de Melhor Roteiro Original, e que vale muito a pena ser visto e estudado.

É o fim dos anos 70, o fim do punk e do que sobrou da geração Sexo, Drogas e Rock’n’Roll. Dorothea (Annette Bening, indicada ao Globo de Ouro de melhor atriz) se vê perdida no tempo, divorciada, rodeada de coisas que ela não entende e que não fazem sentido para quem foi criada durante a Grande Depressão. Ela vê então seu filho de 15 anos, Jamie, em um eterno conflito com ela que envolve maturidade e liberdade de expressão, e resolve pedir a ajuda das pessoas que moram na casa para dar um suporte na criação dele.


Com a ajuda de Abbie (uma Greta Gerwig apaixonada por dança e fotografia, quase a mesma de Frances Ha) e Julie (a melhor amiga de Jamie, que foge de sua mãe controladora para encontrar no amigo um ponto de desabafo e consolo), Jamie vai encontrando o seu lugar no mundo e vai aprendendo sobre muita coisa, desde relacionamentos, feminismo e sexualidade até música e drogas.
Dorothea se vê então mais uma vez perdida na criação do filho, que agora se torna mais independente e cada vez menos ligado a ela. Talvez a melhor alternativa agora seja também buscar entender sobre Jamie e tudo o que o rodeia, e isso pode resultar em várias descobertas sobre ele e até sobre si mesma. 

O diretor se inspirou em sua própria família para escrever a historia, e 20th Century Women é como uma sessão de terapia. É sobre como quando a sua paixão por alguém ou alguma coisa é maior do que as ferramentas que você tem para lidar com ela, e você tenta expressar aquilo de sua maneira, sem se preocupar com o que isso pode gerar, e isso é lindo.





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