Na pele de um pirata você deve seguir por uma ilha em busca de três mulheres para "romantizar" (em tradução livre), com o objetivo de provar aos seus companheiros de tripulação que você será o novo capitão. Esta é a aposta de Duke Grabowski: Mighty Swashbuckler!, jogo da Alliance Digital Media, lançado no último mês.

Requisitos de bom gosto (e hardware)


Com jogabilidade simples (trata-se de um game no estilo point and click), você pode parar de se preocupar com a necessidade de um hardware avançado se quiser jogá-lo: apesar de misturar animações 3D em um cenário bidimensional, a recomendação mínima é 2GB de RAM de memória, uma placa GeForce 610 (1GB RAM) — esta, lançada há cerca de dois anos — e ele ocupa somente 3 GB de seu HD.

Para alguns, o visual simples remete a um game infantil — e as cores de Duke só reforçam essa ideia —, deixando de agradar boa parte do público gamer. Porém, quem curtiu Monkey Island e seus derivados, curtirá este jogo sem dúvidas.

PACIÊNCIA


Como é de se esperar de um jogo cuja base é exploração do cenário e interação com outros personagens, a chave para terminar Duke é paciência. As legendas de diálogos são bastante criativas, com uma pegada quase adulta, influenciando diretamente na rapidez de suas diversas missões.

E quem disse que 'a ordem dos fatores não altera o produto' no mundo dos games?! Especialmente em títulos point and click, como os jogos da Telltale, suas escolhas resultam no quão linear será seu jogo (dependendo de certas opções, você pode acabar o jogo em menos tempo, por exemplo). É exatamente isso que pode frustrar os jogadores de Duke, pois sua narrativa muitas vezes confunde e seus próximos objetivos ficam implícitos aos desavisados.

Falhas


Se a base de sua história é o puro diálogo, você espera que ele seja bem construído, certo? O interessante é que o conteúdo em si das linhas de fala do game é espetacular — havendo inclusive uma jogada metalinguística na primeira metade da história que me pegou de surpresa.

Infelizmente, algumas vezes o sombreado das legendas fica absurdamente desalinhado, um erro fatal para jogos do tipo, porque sua atenção pode ser facilmente desviada em certos momentos, o que custa diversos minutos dentro do próprio jogo.

Outro ponto que vale destacar é a construção de puzzles: todos são razoavelmente simples mas a solução quase nunca é óbvia. Em determinado momento, com uma de suas donzelas, por exemplo, você pode ficar perdido em um puzzle que requer exploração completa do cenário. Assim, você pode partir facilmente a clicar em qualquer lugar só para "ver o que funciona", o que é uma saída preguiçosa — mas eficaz — em Duke.

Conclusão


Se você estiver interessado neste tipo de game, vale citar que você precisa ter no mínimo duas horas livres, no conforto de sua casa, para terminá-lo do jeito mais fácil. Devido aos diversos caminhos e ordens a seguir, você pode completar o jogo de diversas formas (segundo meus cálculos dentro do próprio jogo, há cinco formas de chegar ao mesmo final).

Aos curiosos, fica aqui o link da Steam.





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