O terceiro filme da série "Uma Noite de Crime", que por algum motivo mudou de nome para "12 Horas Para Sobreviver", traz a história de Charlene Roan, uma senadora que se candidata a presidência, tendo como principal objetivo acabar com a noite de expurgo, já que viu toda sua família ser morta. Durante esta noite, por 12 horas, a prática de qualquer tipo de crime ou violência é liberada sem consequências, e em plena época de eleições, Charlene decide ficar em casa durante o expurgo, enquanto é protegida por Barnes, seu guarda costas, também conhecido como "o ator que participou de Uma Noite de Crime 2". Obviamente, nem tudo sai como o esperado e a senadora começa a ser perseguida por pessoas que a querem morta.

Como amante dos filmes anteriores, devo dizer que fiquei bem decepcionada com o Ano da Eleição. A ideia de existir alguém que sofreu no expurgo e dá a volta por cima tentando um cargo na presidência para acabar com esta noite, é bem interessante, sinceramente. Mas eles exploraram esse conceito de uma forma muito fraca e superficial.


Se você espera um filme super sangrento e violento como os anteriores, desista. O Ano da Eleição constrói muito seu roteiro em cima do relacionamento dos personagens, o suficiente para eliminar boa parte das cenas de violência, deixando-as menos longas. Passei o filme calculando quantas cenas "tranquilas" eu teria que aguentar até chegar a uma cena super forte que mexesse com meu emocional, algo que abalasse a relação dos personagens, mas para minha surpresa isto apenas não acontece. O horror de Uma noite de Crime foi deixado de lado nesta sequência, o que decepciona bastante.

Além da senadora e seu guarda-costas, temos mais personagens que se juntam a trama, como um lojista que defendia sua loja de garotas surtadas que queriam matá-lo, e uma mulher que ia às ruas socorrer quem precisasse. Infelizmente nem todos foram bem explorados, e por isso não nos apegamos a quase ninguém. Cada vez que parecia que teríamos um plot twist com algum personagem, éramos "surpreendidos" por algo bem sem graça e previsível.

Há algumas partes muito boas no filme, - um grupo de garotas adolescentes expurgando ao som de "Party In The USA", enquanto empunham metralhadoras com glitter; o proprietário da loja que perde seu "seguro de expurgo" e precisa protegê-la com riffles; os gringos que aparecem expurgando com máscaras luminosas e roupas sofisticadas - mas na maior parte do tempo o desenrolar da história é lento.


Com expurgos mais bem elaborados (como uma galera que ficava matando pessoas com uma guilhotina no meio da rua), o Ano da Eleição foca muito na loucura dos que expurgam. Temos pessoas pregando o expurgo em igrejas, mulheres dançando em volta de indivíduos enforcados e até gringos que foram pros Estados Unidos apenas para expurgarem. É interessante porque podemos ver o lado das pessoas que só querem sobreviver à aquela noite (em sua maioria pobres) e o lado de quem expurga (em sua maioria ricos).

Destoando da sua essência criada desde o primeiro filme, "12 Horas Para Sobreviver - O Ano da Eleição" representa um retorno competente, porém fraco, ao mundo da loucura e do caos gerado pelo expurgo. Explicando a nota 3, devo dizer que a premissa central não é tão chata assim, tornando o filme ok para quem viu os anteriores, mas há poucas coisas aqui que atraiam o interesse daqueles que não acompanham ou já não gostam de Uma Noite de Crime.






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