"Oh my god, that's Jason Bourne."

Sequência direta do longa lançado em 2007 (O Ultimato Bourne), vemos a volta do protagonista Jason Bourne se metendo em ainda mais confusões, mas, dessa vez, a missão do vilão da história é acabar de uma vez com Jason.

Sim, se isso soa como um filme de Sessão da Tarde é porque a ideia foi exatamente essa. E deixo claro que Jason Bourne está MUITO longe do que julgamos como "um filme Sessão da Tarde". Quer dizer, pelo menos neste 4º título que estrela Matt Damon (já que o filme de 2012 tinha Jeremy "Gavião Arqueiro" Renner como protagonista), o filme melhora absurdamente em alguns aspectos se comparado a seu antecessor.

Sinopse

A história parece bem simples (e realmente é), porém, caso você não curta filmes de ação já adianto que este filme não é para você: mantendo a "tradição" criada em A Identidade Bourne, cenas de luta corpo a corpo e perseguições em veículos de luxo roubam a cena - e estão melhores do que nunca!

O trailer não esclarece muita coisa (mesmo porque a intenção é exatamente essa), então o que posso dizer é que o protagonista está atrás de um responsável por "tal ato" que assombra seu passado, talvez por sede de vingança, talvez por pensar que vai conseguir dormir com "a cabeça mais fria". 

Infelizmente, qualquer discussão de enredo a partir daqui tratará as informações até este exato ponto citado acima. Afinal, não quero estragar a surpresa caso você resolva comprar o ingresso depois de ler esta crítica!


Nadando em explosões e cartuchos de bala

É, parece que "velocidade" também é um bom sinônimo para Jason Bourne, já que existem algumas cenas de perseguição (incluindo uma espetacular corrida de motocicletas logo no começo do filme) e uma boa parte disso é muito bem dividida. Você pode se cansar do fluxo intercalado de "narrativa" e "ação", mas temos que admitir que a construção em si é fantástica.

Diferente de Mad Max, filme que confia mais em cenas impressionantes e menos em uma ordem lógica de seus acontecimentos, a profundidade explorada em Bourne mostra que há muito mais para ser contado daquilo que necessariamente é "jogado" na cara do espectador.


Grande passo para o "jovem astronauta"

Todos já ouviram falar sobre (e, como consequência, provavelmente já assistiram) um dos grandes lançamentos do último ano: a ficção dramática Perdido em Marte mostrou ao mundo um Matt Damon que poucos conheciam. Agora, a grande sacada é que este último lançamento do filme de espionagem também pode ser considerado como uma considerável evolução na carreira do ator.

Muito se suporta nos pilares da atuação (em geral), direção, efeitos visuais e uma ótima construção de roteiro, porém, se compararmos o protagonista deste filme ao do longa que foi lançado há 14 anos, é bem nítido o peso que Damon colocou em seu personagem e a justificativa pode ser encontrada na própria história.

Poucos sabem que a inspiração do filme é derivada da série de livros de Robert Ludlum e, como uma boa história cinematográfica baseada na obra de outra plataforma, o conteúdo do que é teoricamente infinito no mundo da literatura passa a ser limitado pelo tempo (e pelos milhões de dólares) envolvidos na produção de um longa-metragem.


Ponto fraco massante

Dica inicial: não foque sua atenção na narrativa do "aspirante" a Zuckerberg. Ela é péssima, acredite.

[Início do pequeno spoiler] Em determinado momento, conhecemos um grande gênio que apresenta uma novíssima plataforma para quem está preocupado com invasões online - afinal, ninguém quer ser observado pelo governo norte-americano. [Fim do pequeno spoiler] 

Acontece que, sempre que este assunto é levado ao primeiro plano (que, no caso, pertence às cenas de ação!), o filme é levado a um rumo inesperado e boa parte do público pode ser pego de surpresa. Aviso agora o fato dessa pequena e terrível narrativa provavelmente abaixar a adrenalina se você, querido leitor, espera por um filme que transborda energia e velocidade.

Conclusão

Logo de início fica evidente que você precisa ter um breve histórico cultural sobre quem é o protagonista e sobre o universo no qual ele está inserido caso queira entender a história completa. Contudo, em uma sequência desse escalão geralmente funciona conferir somente o penúltimo título lançado e você estará pronto para assistir ao novo filme. No caso, Bourne é um "desses" que se encaixa no padrão, então ver O Ultimato pode ser uma grande saída.

Se você quiser aproveitar bem e compreender todo o conteúdo, os outros filmes agem sutilmente sobre este, logo, a dica real é maratonar a trilogia antes de pegar o ingresso. Agora, se você não liga para a história e só procura alguns minutos de ação, vá ao cinema tranquilo, pois boa parte do enredo é explicada nas duas horas de filme.





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