A onda de crescimento do Netflix, inicialmente um serviço global de streaming de filmes e séries, levou a uma produção original cuja repercussão mundial superou expectativas. Stranger Things é a mais nova série de terror/suspense/sci-fi da produtora, lançada no dia 15 de julho, e tem apenas oito episódios no ar. A questão é: de onde vem todo o sucesso?

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O elenco principal é formado por crianças


O que não falta na nova série original da Netflix são jovens talentos. Na produção, Mike (Finn Wolfhard), Dustin (Gaten Matarazzo) e Lucas (Caleb McLaughlin) dão o melhor de si em busca do amigo Will (Noah Schnapp), misteriosamente desaparecido enquanto voltava para casa após uma partida de RPG com os colegas. Interessante é que, com relação às atuações, o perfil nerd e a amizade entre os garotos soam naturais aos telespectadores, deixando a série de sci-fi/suspense/terror com um jeitinho diferente do tradicional - com cenas de amizade verdadeira e nostalgia das aventuras de ser criança.

Na trama, o sumiço do amigo desperta nos garotos a curiosidade de investigar o ocorrido e, por esse motivo, acabam conhecendo uma menina perdida na floresta - e um tanto esquisita - chamada Eleven (Millie Brown, o destaque da série inteira). Sua atuação é, sem dúvida, impecável. No papel de uma personagem de representação difícil, visto que há poucas linhas de fala, a linguagem corporal é o maior desafio para a atriz mirim, que com destreza dá ao público gestos e expressões muito convincentes. Sem dúvida, Eleven não poderia ter sido melhor representada nessa produção.

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A trilha sonora incrível


A canção que se tornou marca registrada do relacionamento entre Will e seu irmão Jonathan é "Should I Stay or Should I Go", do The Clash, aclamada banda dos anos 70. A cena surge no segundo episódio, quando Jonathan mostra ao seu irmão as antigas fitas em seu quarto, dando ao telespectador uma breve noção das maravilhosas relíquias musicais presentes na trilha sonora da série. Após ser rebatado por "Heroes", marca registrada de David Bowie e que surge na série em forma de regravação, feita por Peter Gabriel, quem assiste passa a ter certeza de que o responsável por todas as músicas da série sabia realmente o que estava fazendo.

A trilha sonora em si foi inspirada em John Carpenter, responsável por filmes como o clássico Hallowen, lançado em 78 e por The Thing. As canções mais marcantes de bandas como New Order e The Smiths foram reunidas em uma Playlist especial no Spotify!


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As atuações são impressionantes


Quem ganha o destaque dessa vez é Winona Ryder, que interpreta Joyce Byers, a mãe de Will que vê o seu mundo desmoronar com a ausência do filho. A atriz explora com maestria as emoções da personagem, que na maior parte da série, são negativas, angustiantes e desesperadoras. David Harbour e Natalia Dyer, que interpretam o delegado Hopper e Nancy, respectivamente, também dão um show de atuação, principalmente Natalia que, através de sua personagem, mostrou um grande desenvolvimento de personalidade da adolescente ingênua para uma garota forte e de atitude. Reforçando, o trabalho das crianças da série dispensa comentários, que para início de carreira, está incrível. Millie, Finn, Noah, Gaten e Caleb vão além da superficialidade interpretativa e emocionam o espectador com suas atuações, deixando as cenas mais interessantes e reais.

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A direção de arte é impecável


A direção de arte de Stranger Things é um pouco mais trabalhosa do que a de uma série comum, pois, como a história é ambientada nos anos oitenta, todos os elementos do filme precisam ser coerentes com a época em questão. A produção cumpre esse quesito de forma tão impecável que faz o espectador sentir como se estivesse naquele mundo. Cada detalhe é pensado de forma a se conectar com a trama, desde os elementos físicos de gravação até os retoques de cores da edição. Stranger Things conta com uma ótima equipe de direção de arte, que proporciona figurinos e cenários condizentes com o universo oitentista, deixando óbvio que cada detalhe foi precisamente e previamente pensado para fazer parte de um todo criativo e funcional.

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Apresenta o melhor dos anos 1980


Além das dezenas de músicas que constroem a atmosfera da época com extrema perfeição, algumas referências não conseguem passar despercebidas por aqueles que curtem um bom sucesso dos anos 1980, seja ele um filme de ficção científica ou um thriller arrepiante. São cenas do espacial Alien, E.T. (já que a Eleven é tratada como um "ser de outro planeta", no melhor sentido da expressão!), o amigável Conta Comigo e, claro, The Thing (aqui chamado de O Enigma de Outro Mundo) que, no título original, até mesmo é uma referência ao título da série.

Então, se você gosta dos filmes da época - e, principalmente, se eles fizerem parte da sua "cultura pop", cada momento bem feito de cada episódio pode ser motivo de nostalgia e/ou de muita surpresa.

Bônus: Se você chegou até aqui e ainda não se convenceu de que assistir à série é uma boa ideia, talvez o próprio elenco consiga: Millie Brown, além de excelente atriz, se arrisca nos vocais e interpreta grandes nomes da música como Amy Winehouse e Adele. Só tem close certo!

You Know I'm No Good - Amy Winehouse:


When We Were Young - Adele:



Por último, mas definitivamente não menos importante, nosso argumento envolve um sorriso banguela e uma "dancinha" que não tem descrição, do Gaten Matarazzo, o Dustin!

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