A quinta parte de uma das maiores franquias de animação da atualidade, "Era do Gelo: O Big Bang", dispara em direção ao sucesso com um prólogo já esperado (Scrat!), mas definitivamente bom. Basicamente, é o esquilo mais atrapalhado da era glacial fazendo o que sabe fazer melhor: bagunça. Em busca da sua queridíssima noz, ele acaba ativando o que parece ser um disco voador e a sequência é um completo desastre. A nave voa até o espaço e causa uma reação em cadeia que remexe o universo; os planetas chocam-se feito bolas de bilhar e formam o Sistema Solar. A representação do Big Bang é construída de forma bastante lúdica para o público infantil, semelhante ao filme anterior, no qual Scrat acidentalmente separa os continentes. 

A história principal se constrói quando, depois de toda a trapalhada sideral de Scrat, um meteoro gigantesco está prestes a atingir o planeta e aniquilar toda forma de vida ali existente. Manny e todos os personagens já conhecidos da franquia vivem o grande desafio que é encontrar uma forma de impedir que isso aconteça, e, para isso, rostos já conhecidos tomam parte do enredo, como o doninha Buck (Era do Gelo 3). Paralelamente, a trama também circula em torno de dramas amorosos que afetam todos os personagens: Manny e Ellie comemorando bodas, Amora cresceu e já está noiva, Diego se acertando com Shira e pensando em filhos. Sid, por sua vez, ainda segue em busca do amor, mas passa por obstáculos bastante cômicos para encontrá-lo.


Um ponto que é consideravelmente o maior acerto da produção da Blue Sky Studios é o retorno de Scrat como personagem fundamental para o desenrolar da trama. Diferente dos filmes anteriores, no qual ele inicia ou influencia minimamente no foco do enredo, dessa vez o filme segue cada ação do esquilo. Cada trapalhada no espaço interfere, de alguma forma, na situação do planeta. E além de contribuir na construção do longa, a presença do esquilo é sempre cômica e incansável, renovando os ares do filme com cenas que arrancam risadas de adultos e crianças. Invariavelmente, a presença de Scrat já é suficiente para dizer: é hora de comédia. 

Em contraponto, o excesso de piadas entre os outros personagens cansa. É até aliviante quando a sessão "comédia" acaba. Crash e Eddie não saem da mesmice no papel de idiotas, mais atrapalhando do que ajudando os efeitos cômicos. Na dublagem brasileira, a produção tentou acertar no uso de expressões que se tornaram comuns nas redes sociais do Brasil, os memes, mas deram um tiro no próprio pé. Já a concorrência "Procurando Dory", da Pixar, acabou fazendo uso do mesmo artifício em boas medidas e acertou em cheio. As ressalvas são Sid e Vovó, as duas preguiças que, sem esforço, já provocam risos, além do próprio Scrat.


De modo geral, A Era do Gelo: O Big Bang não é o melhor filme da franquia, mas com certeza não é um filme fraco. A produção é uma boa opção para o final de semana, tanto para crianças quanto adultos. O enredo é tão animador e os desafios são tão grandes que o telespectador fica apreensivo nos acontecimentos finais. Talvez, até mesmo apreensivo para o que acontece depois do fim do filme. Será que teremos novas aventuras de Manny, Sid e Diego?





Facebook




Comentários