Uma das mais bem vistas HQs de todos os tempos foi adaptada para um longa-metragem animado. Contudo, o que ninguém esperava aconteceu: uma grande seção da história foi acrescentada, levando o enredo para um universo ainda não explorado. Mas afinal, será que isso estragou o filme?

DC é sinônimo de qualidade

Okay, por enquanto o ponto fraco da marca é a qualidade de adaptações cinematográficas (com exceção de "O Cavaleiro das Trevas", claro). Porém, a DC consegue se sobressair tanto no universo dos games quanto das animações - e até mesmo na excelente qualidade de suas histórias em quadrinhos com o selo Vertigo.

Em "A Piada Mortal" não poderia ser diferente. Como rechear um conteúdo simples, autoexplicativo e, mesmo assim, espetacular, criando um filme animado que abre ainda mais as portas para diferentes interpretações sobre o final da trama? A resposta está nos 70 minutos (muito bem conduzidos!) de filme.

Outro destaque que merece ser citado é, sem sombra de dúvidas, a épica escolha de dubladores. Kevin Conroy e Mark Hamill são, como muitos podem concordar, exatamente as vozes que você "ouve" ao ler a HQ. Icônicas, únicas e inconfundíveis, que são uma expansão do que pode ser conferido nos jogos da quadrilogia Arkham.


Produção digna

Muitos acabam se esquecendo do quão curta é a edição original de "A Piada Mortal", (que em 2016 completa 28 anos!) - talvez pelas dezenas de relançamentos/reedições com bônus de páginas - e a atenção dada ao que seria um dos arcos de história que explica as origens do Coringa é possivelmente o grande motivo disso.

Não, eles não "encheram linguiça" por mais de uma hora. Ao invés disso, vemos como uma boa adaptação pode ser feita, recriando cena após cena fatos e, ironicamente, piadas que podem ser relembradas e cutucadas na memória de fãs do quadrinho.

E não é uma surpresa chamar os artistas Bruce Timm e Sam Liu para ajudar no projeto: enquanto Timm é um dos responsáveis por "A Morte do Superman", "Liga da Justiça Sem Limites", diversas animações de Batman e pela famosa série animada dos anos 1990, Sam cuidou de "Ano Um", longas da Liga da Justiça e ainda aprontou na concorrente Marvel com a coleção "Animated Features", que inclui oito títulos produzidos direto para home video (ou seja, nunca foram produzidos visando exibição nas telas de cinema).


Um toque de fanfic?

Desviando um pouco de spoilers, é inevitável citar que a história paralela muda completamente o peso da historia (tanto da HQ quanto, claro, do filme) e é, com certeza, uma boa interpretação do que a Batgirl poderia representar no universo animado da DC - mesmo assemelhando-se muito ao que apresentam fanfics bizarras da internet.

Em parte, o longa destaca seções essenciais da história original - ora releva, ora intensifica. Contudo, parte do que é apresentado dá a entender que foi feito exclusivamente para aqueles que leram a história e possuem um conteúdo palpável e opinião forte sobre a mesma, mas, como uma boa graphic novel costuma fazer, o "arco completo" do filme está lá. Se você souber quem é Jim Gordon/Batman/Coringa/Batgirl, consegue aproveitar o filme por completo.


Conclusão

Caso você ainda não tenha conferido "Ano Um" nem os dois longas animados de "Cavaleiro das Trevas" - ou se não está acostumado ao estilo de animações da DC -, não se preocupe: você ainda aproveitará muito bem "A Piada Mortal" (e, cá entre nós, faça o favor de ver os outros longas citados!).





Facebook




Comentários