Esta é a história de um rapaz chamado Stanley. Stanley trabalha para uma companhia em um grande prédio onde ele é o empregado número 427. O trabalho do empregado número 427 é simples - ele senta na sua mesa na sala 427, e aperta teclas no teclado. Ordens são dadas por um monitor na sua mesa, mostrando-lhe quais teclas apertar, por quanto tempo apertá-las, e em que ordem. Isso é o que o empregado 427 faz todo dia, de todo mês, de todo ano... e apesar dos outros acharem o trabalho muito ruim, Stanley adora cada momento, como se tivesse sido criado exatamente para esse trabalho. E Stanley era feliz... até que todos os funcionários somem misteriosamente e ele finalmente sai de sua sala em busca de respostas.

"The Stanley Parable" foi inicialmente lançado em 2011, e remasterizado em 2013. Conhecido por ser do estilo "aponte e clique", este é um jogo de exploração e escolhas. Entretanto, sua história não importa, ele pode até nem ser considerado um jogo... Confuso? Calma que piora.

O jogo tem um narrador que dita ordens e narra literalmente tudo o que você faz. Mas ele não é apenas uma voz que fala sem parar. Ele ironiza suas escolhas, fica entediado e irritado, sussurra teorias da conspiração... porém, o mais importante é: ele dita corretamente como você deve avançar na história. Infelizmente, meu primeiro instinto enquanto jogava foi não obedecer o narrador e fazer tudo ao contrário do que ele ordenava. "Stanley chega numa sala com duas portas e decide entrar pela esquerda.", ele disse, e eu apenas fui pela direita. "Stanley resolveu ignorar a história e foi pela porta direita.", ele reclamou.


A parte mais impressionante de "The Stanley Parable" é que mesmo em um cenário aparentemente limitado, suas escolhas e combinações conseguem ser infinitas. Ocasionalmente você se encontrará fazendo as mesmas escolhas que fez anteriormente, porém alguma coisa diferente acontecerá assim que o narrador decidir mudar o rumo do seu caminho. São diversos finais para um jogo aparentemente simples, o que torna tudo mais divertido, porém confuso, já que nem todos os finais são óbvios de encontrar.

É uma experiência intensamente estranha para alguém tão familiarizado com videogames e as suas regras. Você acha que pode quebrá-las, mas o narrador está sempre alguns passos à sua frente. Você fica se questionando até que ponto suas escolhas interferem na história do jogo e até que ponto o narrador te manipula. A única maneira de chegar ao final "feliz" do jogo é seguir as instruções do narrador e fazer exatamente o que ele fala, como se você fosse realmente um robô seguindo ordens.

"The Stanley Parable" te fará questionar mil coisas, como, por exemplo, quem é Stanley? Onde ele trabalha? Será que é tudo um sonho? Por que quando você olha pra baixo não consegue ver seus próprios pés? Quem é o narrador? Será que Stanley morreu e está preso aqui na Terra?

O fim nunca é o fim...
O jogo se auto controla, não pense que são suas escolhas que mudam a história. Por exemplo, em um certo final o narrador se perde ao te indicar o caminho certo e decide reiniciar o jogo todas as vezes que erra, e isso simplesmente acontece umas 5 ou 6 vezes seguidas, até que ele desiste de reiniciar e espera pra ver o que acontece. E então, o jogo se reinicia sozinho. 

De uma forma confusa, mas extremamente criativa, "The Stanley Parable" vale muito a pena jogar. Graças aos seus 17 finais (ou algo próximo disso) e as conversas hilárias com o narrador, o jogo carrega uma experiência incrível e inovadora.
A sensação enquanto você joga é tipo a dessa imagem.





Facebook




Comentários