Na Comic Con Experience desse ano houve um novo tipo de atração: o Auditório Cinemark!

Durante os quatro dias de evento, alguns dos melhores artistas do ramo dos quadrinhos e entretenimento geek em geral compareceram ao famigerado auditório. E assim como na edição americana da Comic Con (a SDCC, ou San Diego Comic Con, como preferir), os fãs mais loucos passaram horas na fila, ocupando o local (que tinha 2,500 lugares) por completo.

Foto: Omelete
Pudemos ver, no primeiro dia, uma abertura exclusiva para imprensa que explicava basicamente o que teríamos ao longo do final de semana. Por sorte, na 5ª feira (3), o público podia transitar livremente dentro do complexo, que incluia banheiros e um snackbar com estrutura similar aos da mesma marca em shoppings por São Paulo. Infelizmente, não foi o que tivemos nos outros três dias, pois logo na manhã de sexta, a fila de espera excedia o número de lugares disponíveis.

 
 

Como bem avisado por um dos organizadores, Érico Borgo (do Omelete), diz que quem estava esperando entrar em um dos painéis do período da tarde, não ia mais conseguir. Restava apenas esperar pela entrada dos ídolos no tapete vermelho, que percorria as extremidades das grades de fila, possibilitando a visão de todos os sortudos que estavam próximos de tirar diversas fotos e, com sorte, cumprimentar seu artista preferido. Ou você poderia, no caso de Misha Collins, por exemplo, pagar um "pouco" a mais além da entrada para conhecê-lo pessoalmente, pegar autógrafo e tirar uma selfie como bem quisesse.

Do lado de fora, sobre o tapete vermelho improvisado, havia um telão que transmitia o que ocorria do lado de dentro do auditório, para aqueles que não tiveram tanta sorte (ou não tiveram paciência de dormir no estacionamento para assistir as pré-estreias e painéis de artistas!) e não conseguiram entrar.

Ao fim de cada painel, havia um breve momento de interação com o público: a abertura para perguntas. Era "aquela" chance de ser respondida sua maior dúvida. Alguns pediram autógrafos, como no caso de um fã de Frank Miller - que levantou-se de sua poltrona só para autografar a edição de "300" do fã choroso -, atendendo-os bem, e no caso de Evangeline Lilly, que não achava justo autografar somente UM dos diversos exemplares do seu novo livro "Molabolengos" especialmente para um fã.

A Editora Aleph, inclusive, foi impecável na organização e ampliou o número de autógrafos da autora em seu próprio estande. No caso de Gerard Way, que lançou "The Umbrella Academy" junto a Gabriel Bá (de Daytripper), o pedido de uma fã foi negado: o frontman do grupo My Chemical Romance negou uma "palinha" de uma de suas músicas, dizendo que "não estava lá para cantar".

Foto: Canal Nerd
Netflix deixou todos loucos com David Tennant e Krysten Ritter conversando sobre "Jessica Jones", além do trio de atores do recente "Sense8", Jamie Clayton, Aml Ameen e Alfonso Herrera. Contudo, não houve nada de especial relacionado a essas duas séries exclusivamente, e ainda assim houve um certo problema, nesse que foi o painel mais esperado do evento. Houve uma pequena interrupção, em meio às teoricamente duas horas divididas igualmente entre as duas séries, em que exibiram vídeos de "Marco Polo", bastidores das séries, e ao final das perguntas feitas a Tennant e Ritter, o apresentador encerra o bloco e logo entram os integrantes de "Sense8". Mas segundo comunicados oficiais, o que era para durar duas horas, durou pouco mais de uma hora e 15 minutos.

O motivo? A falta de cooperação dos fãs, se debruçando contra o palco e a superlotação do local. O problema afinal não foi falta de organização, mas é uma questão culturalmente brasileira, que é fácil de entender: Tennant nunca veio ao Brasil, foi a primeira vez que vimos o querido "Doctor" pessoalmente; essa exclusividade enlouqueceu todos; foi muita gente animada com tão pouco, e por sorte esse "pouco" era espetacular. Nossa reação (do público brasileiro em geral) foi compreensível, mas talvez uma estrutura similar à da San Diego Comic Con, como comentado por muitos, não fosse o suficiente para TODOS os pagantes de lá. Infelizmente foi uma questão de respeito com a organização do evento, segundo os próprios organizadores.

Por algum motivo, que não foi-nos informado, no sábado (dia da pré-estreia de "O Bom Dinossauro" e os dois melhores painéis Disney, "Capitão América: Guerra Civil" e "Star Wars: O Despertar da Força") à tarde, o auditório estava relativamente vazio. Alguns chegaram a dormir na fila de sexta para sábado na espera de conseguir uma vaga para saber mais sobre "O Despertar da Força" que ocorreu 17h, mas logo as 18h a entrada estava livre, diferente das centenas de pessoas que ocuparam o mesmo local nos outros dois dias. Evangeline Lilly (18h00 - 18h45) foi simpaticíssima, e as exibições de "Supermax" e o momento throwback do dia com a "TV Pirata" surpreenderam na sessão Rede Globo (19h00 - 20h45).

Mas não havia somente UM ÚNICO auditório nessa edição. O mais requisitado foi sim, sem dúvidas, o Cinemark, mas haviam outros DOIS (Prime e Ultra) auditórios na segunda edição do evento. Na 5ª pudemos presenciar alguns anúncios feitos pelo pessoal da Social Comics (plataforma de leitura digital de quadrinhos), como algumas mudanças feitas na disponibilidade de conteúdo, além do lançamento de alguns títulos nacionais e internacionais, no auditório Prime. Já na 6ª, Timothy Zahn deu uma pausa em seus autógrafos intermináveis e discutiu junto de Chris Taylor (autor de "Como Star Wars Conquistou o Universo") o impacto cultural que a atual hype gerada com o lançamento de "O Despertar da Força" causou, e como, há anos, a saga influencia fãs ao redor do mundo. Nos outros dois dias, houveram discussões envolvendo mangás, filmes, lançamentos de livros, a importância das mulheres na cultura pop, e a estreia da série animada de "Guardiões da Galáxia".


Um breve veredicto final: todos os painéis estavam excelentes, mas não valia a pena ficar lá por horas (e acampar na fila!) só para conseguir entrar. Ano que vem o complexo do São Paulo Expo será MUITO maior, e quem sabe teremos algum sistema diferente para aqueles que querem simplesmente ver um único painel e depois continuar aproveitando o evento. Parabéns, CCXP!

Veja a agenda oficial completa dos auditórios clicando aqui!




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