Gustavo Borges resume-a em uma só palavra: "generosidade".

A partir disso, começo essa recomendação dizendo que Pétalas não é mais uma HQ independente criada via crowdfunding, pois logo nas primeiras páginas pode-se notar que o estilo de desenho e os elementos inseridos em cada quadrinho contam mais do que uma "história".


Além de ser responsável pelo roteiro, Gustavo também produziu o conteúdo artístico desse álbum na companhia da porto-alegrense Cris Peter - conhecida pelos álbuns Astronauta: Magnetar e Casanova. O autor já participou de Tudo Já Foi Dito e da homenagem aos 80 anos de Maurício de Souza.

Você se familiariza facilmente com os personagens e é possível sentir um aconchegante clima de "final de tarde" ao avançar pelas páginas. Aos leitores acostumados, há as habituais páginas com extras (por parte de ambos), com relatos que vão de esboços simples a termos técnicos de Photoshop.


No geral, Pétalas lembra bastante uma fábula (em questão de estrutura), mas ao final da história você se surpreende e recebe algo além de uma simples "moral": são princípios e atos simples, que podem mudar a vida de alguém; é o respeito equilibrado com a consideração pelo outro; o que é pouco para você pode ser muito para que precisa; é a percepção de valores mútuos - e mais algumas dezenas de maneiras de analisar essa obra.

Junto ao projeto (no mês de maio), foi ao ar um vídeo em que Gustavo Borges e Cris Peter contam um pouco do processo de criação e apresentam uma base para o financiamento da produção da HQ, por meio do programa Catarse:





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