Não, não é igual a "Interestelar". Não, também não tem nada haver com "Gravidade". Por mais que as comparações sejam inevitáveis, o tema abordado nesse filme não é uma viagem doida entre várias dimensões como em "Interestelar",  nem erros cometidos constantemente e desesperadamente como em "Gravidade". O novo filme do diretor Ridley Scott apenas nos faz "viajar junto" na história e sentir todas as angustias de um astronauta sozinho no planeta vermelho.

No meio de uma missão em Marte, a tripulação se depara com uma tempestade muito forte de poeira e um de seus integrantes, Mark Watney (Matt Damon), é atingido por um destroço enorme, voando para longe na escuridão. Com um nível de oxigênio abaixo de 5% e ficando sem contato com a equipe, Mark é "abandonado" e dado como morto. No entanto, ninguém sabia que ele ainda estava vivo e apenas tinha desmaiado com um ferimento muito grave na barriga, que logo depois é costurado por ele mesmo. Ao longo do filme acompanhamos Mark sozinho em um planeta completamente isolado, lutando com todas as suas necessidades mais naturais, sede e fome, durante tantos anos, até que a NASA possa resgatá-lo.


Diferente dos outros filmes que se passam no espaço, como os citados logo no início desse post, "Perdido em Marte" não apela para o azar do protagonista, e esse é simplesmente o seu ponto mais forte. E por "azar" quero dizer aqueles momentos em que tudo dá errado, ou pior, quando no filme inteiro o personagem se dá mal . A probabilidade de uma pessoa sozinha no espaço se dar mal 20 vezes seguidas em menos de 1 hora é muito baixa (sério, eu fiz as contas). 

Então, o legal desse filme é que o astronauta Mark se dá bem praticamente o tempo todo, porque óbvio, ele trabalha na NASA! O QI dele tem que ser no mínimo maior do que o da maioria das pessoas, logo, ele é sim super inteligente e consegue se virar sozinho num planeta inabitável, desapegando, assim, da "realidade" hollywoodiana em que tudo precisa dar errado para que o filme seja mais emocionante. 


Além de toda essa história de ficção científica, o filme abrange um outro gênero: a comédia. Desde a trilha sonora, onde tocou I Will Survived nos créditos, até as mais diversas piadas e referências a outros filmes, a comédia está muito presente na maioria das cenas, tornando tudo mais leve tanto para o astronauta, quanto para nós. É com certeza o filme de ficção científica mais divertido que já vi até agora.


"Perdido em Marte" é uma adaptação do livro de Andy Weir, que disse não ter ficado preocupado com as mudanças do roteirista Drew Goddart (mesmo da série "Demolidor", da Netflix). "Não fiquei preocupado porque Drew sempre me envolveu no processo. Vi um corte do filme e passei os cinco primeiros minutos tentando não chorar. Sempre fantasiei ter um livro adaptado, mas nunca pensei que fosse acontecer de verdade.", disse o escritor.

A história é básica: um astronauta sobrevivendo em Marte sozinho, sem comida ou água suficiente. Não esperem fortes emoções; apenas acompanhem o filme ao lado de Mark, pensando em como seria péssimo ficar em Marte por quase quatro anos, completamente sozinhos. É muito bem roteirizado e impressionantemente divertido. O filme estreia dia 1 de outubro desse ano!





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