No final das contas, Jack Kirby e Joe Simon inventaram os quadrinhos de romance em 1947, com a publicação da primeira edição da Young Romance. Contudo, havia a tirinha Mary Worth que levou à criação dessa Young Romance, sendo o começo do que se tornaria um gênero popular de quadrinhos nesse tempo. A revista foi seguida por títulos como Young Love, My Romance, Sweethearts, My Romantic Adventures e algumas outras mais. Até mesmo o Super-Homem abraçou o gênero com a Superman’s Girlfriend Lois Lane, um quadrinho que durou cerca de 20 anos e teve diversas edições.

Quadrinho de Mary Worth
Mesmo com o conteúdo clichê (amor não correspondido, casos ilícitos e cortejamento inocente) alguns ícones foram criados. A recente coleção Weird Love reuniu algumas das melhores - ou pelo menos as mais interessantes - histórias desse tempo, incluindo “Yes, I Was an Escort Girl”, “I Fell for a Commie”, e “Love of a Lunatic”. Caso isso soe como se fosse feito para a audiência maior de idade, é porque realmente era. Os quadrinhos desse tempo miravam um público de leitores mais velho.

E o romance não era o único gênero popular do período, os quadrinhos western dispertaram enorme interesse também, com títulos como The Lone Ranger, Billy The Kid, Kid Colt Outlaw, Western Comics, Rawhide Kid, Tomahawk e Wild Western. Ficção científica, crime e mais histórias de guerra também eram bastante populares. Mas se havia um gênero que deixou uma marca permanente na indústria, foi o gênero de terror.


Por muitos é reconhecido que o primeiro quadrinho de terror é o Eerie Comics #1, da Avon Publications, de janeiro de 1947. Adventures in the Unknown foi a primeira série, começando em 1948, mas a Eerie não veio à conhecimento geral antes do lançamento da seguinte trilogia de terror: The Haunt of Fear, The Vault of Horror, e o título mais popular Tales from the Crypt (que deu origem ao seriado Contos da Cripta).

As histórias dessas publicações contínuas, e de mais outras que viriam, são sangrentas, macabras, sinistras, muitas vezes bobas, mas ainda eram maravilhosas. E elas influenciaram grandes nomes no futuro, como Stephen King e George Romero que criaram o filme Creepshow como uma carta de amor aos quadrinhos que influenciaram-nos em seu crescimento. Alan Moore construiu a narrativa de Watchmen sobre uma história similar às retratadas na E.C. Comics, a qual um garoto lê durante o decorrer da narrativa - não acidentalmente. Nos anos 90, a HBO produziu uma série muito bem sucedida sobre o conteúdo de várias histórias da E.C. e tornou própria a marca “The Cryptkeeper”.


Mesmo com o fato do CCA (Código de Autoridade dos Quadrinhos) dos anos 1950 abolirem os contos lendários de terror, assim como as histórias de crimes e os vigorosos elementos dos contos de romance, os EUA vivia a renascença nos quadrinhos de terror. The Walking Dead, American Vampire e Hellboy são alguns dos títulos que podem traças influências nas maravilhosas histórias da Eerie Comics. E essas histórias clássicas estão sendo reimpressas com o gosto recente dos fãs.

Em resumo, os quadrinhos de romance tornaram-se os mais vendidos de todos os tempos, ajudando as vendas de quadrinhos nessa era pós-era dourada dos super-heróis. Outro gênero em estado crescente era o de ficção científica: na DC, representado por Strange Adventures e Mistery Space. Além disso, o gênero de crimes (perseguições da polícia) era outro que surgia fortemente na época. A preocupação agora passou de manter as vendas de quadrinhos de super-heróis para manter as vendas da indústria de quadrinhos em si. É o início da era “dark”.


Esse texto foi baseado nas aulas do curso “SmithsonianX - The Rise of Superheroes and Their Impact on Pop Culture”.




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