De início, Evereste parece ter uma premissa estereotipada: a escalada ao monte Evereste, com ênfase na luta pela sobrevivência dos que exploram o local. Entretanto, o foco do diretor Baltasar Kormákur não foi esse. Ao invés disso, a história equilibra o clima familiar criado entre o grupo de escaladores (numa questão até um pouco clichê de “eu não vou te deixar pra trás”) com a relação individual entre as reais famílias dos escaladores. 

E o time não é composto por qualquer grupo de atores subestimados, pois há grandes nomes como Jake Gyllenhaal (Donnie Darko), Josh Brolin (Oldboy), Keira Knightley (Piratas do Caribe), Jason Clarke (O Exterminador do Futuro: Gênesis) e Sam Worthington (Avatar). No geral Gyllenhal atua bem, mas durante o desenrolar da história é possível ver que Jason Clark é quem se destaca.


São basicamente 40 dias para treinar mente e corpo, com três etapas preparatórias até a escalada final. Nesse processo fica bastante claro quais indivíduos estão aptos a resistir ao frio cortante e chegar ao topo. Ainda é possível ver algumas civilizações, conhecendo bem o lugar nas dezenas de shots panorâmicos.

Um ponto forte é a nítida passagem do tempo: são explicitamente apresentadas as condições a cada etapa de escalada, em uma legenda indicando altitude/dia da expedição, o que acaba ajudando a entender um pouco a proporção absurda que é “9 km de altura”. Não menos importante, os acontecimentos do longa tiveram base no desastre de 1996, em que foi batido o recorde de mortes no local em meio a uma tempestade que atingiu o Evereste.


A primeira metade do filme até que passa rápido, mas a meia hora final é a mais emocionante. Não há como não se deparar com o pensamento “é impossível eles não terem filmado aquelas dezenas de cenas em outro lugar, sem passar por dificuldades extremas”. Mas apesar de o elenco ter se esforçado e treinado por um bom tempo, grande parte das cenas foram filmadas na Itália, e outra porção em um estúdio que replicava perfeitamente as condições do local representado (incluindo até mesmo a iluminação natural). Realmente em um aspecto visual, não há como questionar: ele impressiona.


Em parte, Evereste é bem dramático com pitadas de humor. Te mantém preso assistindo e até chega a brincar com a questão de mostrar o mesmo tanto de informações que somente uma daquelas bases tem, com a falta de contato dos escaladores via rádio. O fato de terem feitos cortes, viajando de cenas do topo à base e vice versa, torna-o mais eletrizante.

Um longa bastante recomendado, cujo trailer você pode conferir abaixo:






Facebook




Comentários