Durante anos fomos bombardeados com histórias de vampiro para todos os lados, algumas delas duram até hoje. O mais interessante é que a maioria das histórias que se tornaram famosas têm sempre um triângulo amoroso, e por isso o assunto ficou batido. Porém, uma série de livros que merecia maior destaque do recebeu é Academia de Vampiros (que, inclusive, ganhou uma versão cinematográfica não muito famosa).

Capa do filme, estreado em 2014
Para começar, existem três classes de vampiros: Strigoi, Moroi e Dampiro. Os Strigoi são a classe sanguinária, a versão mais hardcore conhecida: morto-vivo, pálido, olhos vermelhos – tudo muito clássico. Eles se alimentam de outros vampiros conhecidos como Moroi. Essa classe de vampiros se alimenta de sangue, porém estabelecem controle sobre a quantidade. Possuem domínio sobre algum elemento entre fogo, água, terra e ar; não são fortes e por isso são protegidos por vampiros treinados de outra classe, os Dampiros. Essa última é meio humana e meio vampira, fortes em combate, e são designados a serem guardiões de algum Moroi.

A saga, publicada pela Editora Nova Fronteira no Brasil, gira em torno de Rose Hathaway, uma dampira que protege Lissa Dragomir, uma Moroi da realeza. As duas, com 17 anos, são fugitivas da Escola de São Vladmir, onde acreditaram estar em constante perigo. Porém, depois de retornarem, cada uma luta para abafar os rumores criados pelos outros vampiros e Rose tenta se tornar a dampira perfeita para ser oficialmente guardiã da última herdeira da família real Dragomir.

A partir disso, a história atravessa seis livros incríveis! Richelle Mead, com certa audácia, criou várias situações apresentou muitos personagens que levarão a um desfecho interessante no livro final, “O Último Sacrifício”. A forma como é estruturada a série, com muitas histórias paralelas que se unem para dar o último laço da história, é o que deixa tudo mais emocionante. Além disso, a presença de alguns personagens que não são primordiais à história rendeu à autora uma segunda série, Bloodlines (que gera opiniões bem divergentes para os fãs).

Apesar de não ser muito nova, Academia de Vampiros deveria ter um espaço especial pela criatividade e por não ter sido submetida aos “padrões comuns” das histórias de vampiro como Crepúsculo ou Diários de um Vampiro. Infelizmente, por não ter atingido tanto público quanto as duas outras, não recebeu série de TV ou deu continuidade ao primeiro filme. Verdade seja dita, é uma pena, porque a história é muito mais interessante. Só mesmo quem lê pode dizer quão boa é essa leitura.





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