Elas estão de volta! Depois de terem conquistado a fama em “A Escolha Perfeita”, de 2012, as Barden Bellas continuam na árdua trajetória dos corais de Acappella, que como foi conferido no filme anterior da sequência, não é nada fácil.

No novo filme, as garotas têm a oportunidade de se apresentarem para ninguém menos que o presidente dos Estados Unidos – e sim, Barack e Michelle Obama estão presentes no longa. No entanto, o show acaba se tornando uma vergonha mundial quando Amy Gorda (Rabel Wilson) deixa à mostra suas partes íntimas. A credibilidade do grupo cai, as garotas se tornam piadas e também ficam proibidas de participarem de competições acadêmicas. A única saída para o grupo de reverter a situação é ganhar o campeonato mundial, entretanto, nunca nenhum grupo norte-americano venceu o show.

É fácil adivinhar os acontecimentos apenas ao ler a sinopse e assistir o trailer do filme. O roteiro de Kay Cannon é tão previsível que chega a ser chato. O primeiro filme, que ficou conhecido por ter momentos descontraídos e engraçados, não perde para o segundo. As cenas hilárias da continuação são forçadas e em algumas vezes ficam de lado para abordar um drama desnecessário que foi a perda da identidade das Bellas, mais uma vez levando pontos negativos para o roteiro. Elas estavam com tudo e detonando até o final do primeiro filme, porém, já no início do segundo incorporaram apresentações extravagantes sem motivo algum. Lá pelo meio do filme elas começam a questionar a perda da identidade que foi a grande desculpa por terem se tornado um fracasso. Fracasso de grupo, fracasso de roteiro?


Outro ponto negativo do longa são os antagonistas: o grupo alemão Das Sound Machine que vieram para tomar o lugar das Bellas não foram nada inspirados pelo roteirista, tampouco pela tracklist que não envolveu nenhuma música alemã. Se os momentos engraçados já foram forçados, o grupo pareceu ter menos ainda naturalidade nas constantes (e inúteis) aparições. Eles serviram apenas para dar um “medinho” nas Bellas e servir de concorrentes no último ato do filme. 

Já quanto a fotografia e direção, nada surpreende. O trabalho de Elizabeth Banks (que também consta no elenco) não chega a ser pior que o roteiro do filme, mas também não chega a salvá-lo. O que vale ser lembrado com mérito é a adesão de Hailee Steinfeld ao elenco interpretando uma universitária fanática para ser integrante das Bellas. Mesmo que sua personagem seja ingênua e insonsa, a atriz consegue algumas vezes roubar a cena e se tornar uma das protagonistas da produção.

Mas há um grande ponto positivo que talvez possa ajudar a engrandecer A Escolha Perfeita 2: as músicas. Os famosos mash ups do primeiro filme voltam e, mesmo com seu estilo Acappella, faz o público vibrar e cantar junto. As partes mais eletrizantes – e também as mais interessantes – são as apresentações dos grupos. Porém, poderiam ter sido mais exploradas. As competições englobam grande quantidade de grupos acappellas – muitos deles reais, como o Pentatonix – entretanto, eles são mostrados de forma muito rápida e em colagem de cenas. Grande parte do público do filme vai aos cinemas para poder ouvir, ver e sentir as competições que deveriam receber mais destaques no último ato. Já que uma nova continuação de A Escolha Perfeita foi confirmada, basta agora esperar que essa venha melhorada e mais confiante da sua própria produção.





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