Não podíamos esperar menos de Shinji Mikami, criador do clássico Resident Evil. Em The Evil Within você controla Sebastian Castellanos, um detetive que investiga uma cena de assassinato em massa junto a seu time. Depois de uma série de acontecimentos, o protagonista acorda em um universo repleto de criaturas horrendas que parecem não levar o conceito de “morte” muito a sério. Em uma luta pela sobrevivência, o que deixa o jogador tenso e muitas vezes ansioso, você deve escapar desse mundo indo contra seus próprios medos. Foi lançado em 2014, e hoje possúi dezenas de DLCs (conteúdo de expansão) que tornam o game ainda mais imersivo.

O game é recheado de cutscenes boas, por isso classifico-o como cinemático, no geral. Possúi controles simples e é possível perceber que foi feito um bom uso da câmera em 3ª pessoa, que pode parecer estranha no começo mas é adaptável com o passar do tempo. Com conteúdo extremamente gore (além de a atmosfera ser parecida) lembra bastante Saw 2: Flesh & Blood, tendo o foco na história ao invés de dramatizar na agonia e exagerar na claustrofobia. É um survival desesperador.


Jogo extenso e, como de costume, se você pretende pegar todos os colecionáveis, prepare-se e sente-se confortávelmente na poltrona, pois vai gastar mais de 30 horas. Premissa básica de um jogo como Dark Souls, no qual você não sabe o que esperar pela frente, então só acaba pegando o jeito depois de renascer no checkpoint mais próximo por mais ou menos 20 vezes. Mesmo em sua dificuldade mais baixa, ele é bem complexo. Muito bem construído, com espetaculares (e não menos nauseantes) localidades distribuídas em seus 15 capítulos. A arquitetura dos locais é simples, contudo ainda é complicado encontrar a rota de fuga correta em algumas situações, especialmente em ambientes repletos de criaturas que querem te matar.

Muitas vezes você pode abordar os casos como bem entender, seja adentrando os espaços, atirando para todos os lados e acabando com seus inimigos de uma só vez, seja buscando um caminho alternativo entre eles, entrando em armários ou fazendo bom uso da câmera ao estar sob coberturas para agir silenciosamente. E para sua tristeza, na maioria das vezes essa primeira opção não dá tão certo assim. Fora isso, ele acaba sendo um tipo tradicional de survival, no qual você deve pegar itens como diários para conseguir compreender a história por completo. Tudo se explica pelo que foi escrito.


Basicamente, você é um detetive em um mundo de caos total. Os capítulos são tratados como suas memórias e tudo se concentra no hub principal, que é muito simples mas cansa fácil depois de ter que retornar a ele diversas vezes. Um ponto forte é o modo de upgrades, que pode ser a parte mais descomplicada do game, por sinal. Logo no começo (de maneira previsível) você passa por uma série de tutoriais, mas começa a reconhecer melhor suas habilidades e limitações só pelo quarto capítulo. Nesse aspecto, o jogo lembra The Last of Us, ao coletar peças e fazer upgrades, mas diria que é uma versão mais chata por ser cheio de puzzles bastante gore, e um pouco mais complexo. Por sinal, até os inimigos lembram os disformes estaladores.

Uma boa dica que você pode levar desde o começo é: você tem que ser muito meticuloso ao desarmar armadilhas. Esteja sempre atento a minas de aproximação, porque elas irritarão muito se não souber lidar direito. E não se esqueça de lootear corpos sempre que possível, e queimá-los em seguida. Seja stealth sem medo, e esteja disposto a correr muito, tendo em mente que retrocederá do último checkpoint (que foi há 15 min atrás) caso morra, e que nenhum upgrade ficará salvo.


Um ponto fraco, no geral, é o tempo na tela de load - levar 15 segundos só para salvar o game acaba sendo uma eternidade; joguei The Evil Within no PlayStation 3 e espero que tenham otimizado isso nos consoles da nova geração. E caso você tenha enjôo fácil evite-o ao máximo, pois a Tango conseguiu fazer com que qualquer jogador se sentisse na pele do protagonista, obrigando-o a passar por qualquer momento sórdido junto a ele.

Disponível para PlayStation 3, PlayStation 4, Xbox 360, Xbox One e PC.

Jogue se você: 
- gosta de survivals em terceira pessoa
- gosta de cenas gore

Não jogue se você:
- é fraco com cenas fortes
- procura uma boa história de suspense






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