Longe de seu mais recente longa Um Milhão de Maneiras de Pegar na Pistola, Seth MacFarlane faz muito bem em Ted 2, com o humor característico de suas séries animadas American Dad e Family Guy. Agora a história é, basicamente, que Ted não é visto pelo governo como um “alguém”, mas como uma “coisa”, sendo rotulado como uma propriedade. A sociedade também o influencia nisso, tirando-o o direito de ser ter um filho, continuar casado e de ter um trabalho; fatores que vão contra os direitos civis - bem abordados com uma pitada de ironia. Com isso, ele e John (Mark Wahlberg) tentam provar que o urso realmente possui sentimentos, e com o auxílio da jovem advogada Samantha (Amanda Seyfried) vão ao tribunal, e é aí que começa a previsível história de humor, recheada de drogas, referências à cultura pop e piadas dignas de MacFarlane.


O primeiro filme pareceu cumprir aquilo que costuma-se fazer em Hollywood: apresentar um universo e seus personagens, para que seja mais fácil criar uma história com algum background sem necessidade de reapresentar o elenco todo em uma possível continuação. E isso Ted 2 fez bem, porque o primeiro longa surpreendeu a todos pelo roteiro original. Um cara que tem como melhor amigo um urso falante mágico, por enquanto não é uma história que se ouça todo dia, certo?

Talvez o público alvo, que provavelmente é o esteriótipo representado por John - um cara que gosta de rir de quem é diferente dele, que só quer ficar drogado em casa e que tem falta de sucesso em sua vida amorosa -, possa até gostar das ideias apresentadas e aproveitar muito bem essa continuação.


O melhor é que mesmo que você pense que o filme é péssimo, ele te mantém entretido e faz com que você reconheça a boa química que existe entre os dois personagens principais. E assim como MacFarlane fez em Ted, e costuma fazer em Family Guy, o filme parece somente unir pequenas cenas de humor e piadas com referências à celebridades, onde tais cenas possuem um começo e fim bem demarcados. Mesmo assim, é possível levar toda a história bem.


O final, com a cena de perseguição cansativa pela Comic Con, lembra bastante o estilo de seu filme anterior, ao prolongar algo que poderia ser resumido, coisa que poderia muito facilmente ser evitada em ambos os casos.

Ted 2 fará até mesmo os céticos para o humor negro rirem em pelo menos duas cenas, seja por suas cameos (aparições de atores atuando como eles mesmos) inesperadas ou pelas referências à grandes filmes e séries, do começo ao fim do filme.





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